O 2.º Summit Turismo Centro de Portugal juntou cerca de 60 representantes de entidades regionais e nacionais para debater competitividade, sustentabilidade, coesão territorial e criação de valor no sector.
A Turismo Centro de Portugal reuniu, em Castelo Branco, parceiros institucionais e agentes do sector para definir as bases de um novo ciclo estratégico para o turismo na região. Sob o mote “Alinhar Estratégia. Potenciar Território”, o 2.º Summit Turismo Centro de Portugal promoveu uma reflexão conjunta sobre os principais desafios e oportunidades do destino Centro de Portugal.
A iniciativa decorreu numa unidade turística de Castelo Branco e contou com cerca de 60 participantes, em representação de entidades como o Turismo de Portugal, a CCDR Centro, Comunidades Intermunicipais, programas PROVERE e outros parceiros com intervenção direta no desenvolvimento turístico regional.
Ao longo de um dia de trabalhos, foram debatidas estratégias para reforçar a competitividade, a sustentabilidade e a coesão territorial do Centro de Portugal, num momento considerado decisivo para a definição dos futuros instrumentos de financiamento europeu e das prioridades de desenvolvimento da região.
A sessão de abertura contou com intervenções de Pedro Machado, secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, José Ribau Esteves, presidente da CCDR Centro, Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal, e Leopoldo Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco.
Na sua intervenção, Rui Ventura defendeu a necessidade de um novo modelo de desenvolvimento turístico para a região, assente na valorização do território, na estruturação da oferta e numa maior articulação entre os agentes regionais.
“O Centro de Portugal não nasceu para ser uma alternativa. Nasceu para ser uma escolha”, afirmou o presidente da Turismo Centro de Portugal. Rui Ventura sublinhou ainda que a região está a entrar “num novo ciclo do turismo, mais exigente e mais competitivo”, defendendo que o futuro do destino dependerá da capacidade de “trabalhar em conjunto, estruturar a oferta e transformar recursos em produtos turísticos com valor”.
Pedro Machado considerou que o turismo atravessa um momento decisivo, marcado pela preparação do próximo quadro comunitário e por uma mudança de paradigma nas políticas públicas. O governante defendeu uma maior capacitação das regiões e a concretização de planos de acção para o desenvolvimento dos territórios. “Não queremos apenas atrair mais turistas; queremos receber melhor os turistas”, afirmou.
Também José Ribau Esteves valorizou a realização do encontro, defendendo uma maior articulação entre instituições, associações e agentes económicos. “A região Centro só tem a ganhar se for capaz de estabelecer compromissos entre todos os protagonistas do território”, afirmou o presidente da CCDR Centro, que classificou o turismo como “um motor fundamental da economia regional”.
Já Leopoldo Rodrigues destacou a importância da realização do summit em Castelo Branco e sublinhou os desafios estratégicos do concelho no domínio do turismo, nomeadamente a necessidade de melhorar as acessibilidades rodoviárias com Espanha, tendo em conta a relevância deste mercado para o território, para a região Centro e para o país.
Durante o encontro, responsáveis da Turismo Centro de Portugal apresentaram dados estatísticos e linhas estratégicas da entidade. As apresentações estiveram a cargo de Sílvia Ribau, do Departamento de Estratégia e Operação, Gonçalo Gomes, do Núcleo de Apoio ao Investimento Turístico, e Pedro Pontes, do Núcleo de Estruturação, Planeamento e Promoção.