Coimbra  28 de Abril de 2026 | Director: Lino Vinhal

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Deco explica como estar preparado para um possível novo apagão

28 de Abril 2026 Jornal Campeão: Deco explica como estar preparado para um possível novo apagão

Faz, hoje (28), um ano que Portugal e Espanha ficaram às escuras durante horas por conta de um apagão energético. Para assinalar a data, – e como forma de alerta -, a DECO PROteste aconselha os consumidores a adoptarem comportamentos preventivos que permitam reduzir riscos e aumentar a segurança das famílias. Recomenda, por isso, a criação de um kit de emergência com bens essenciais (água, alimentos não perecíveis, medicamentos, lanternas, rádio, pilhas e carregadores) que permitam garantir a autonomia, pelo menos, durante três dias, em caso de novo apagão.

“Este kit deve ser adaptado à realidade de cada agregado familiar e revisto regularmente, assegurando que todos os produtos se encontram em condições adequadas de utilização”, reforça a DECO PROteste. Esta revisão deve ser feita, idealmente, de seis em seis meses e passo a passo. “Em primeiro lugar, deve-se confirmar o estado das pilhas e baterias, assegurando que lanternas e rádios funcionam correctamente e que não existem sinais de desgaste ou fuga”, sublinha.

Da mesma forma, é importante testar carregadores e cabos, de forma a garantir que continuam funcionais. No que diz respeito a água e alimentos, além do prazo de validade, é fundamental observar o estado das embalagens. “Garrafas devem estar bem seladas e sem deformações, enquanto latas ou outros recipientes não devem apresentar sinais de ferrugem, inchaço ou danos que possam comprometer a segurança alimentar”, frisa ainda.

Por fim, todos os medicamentos e o kit de primeiros socorros devem ser revistos com atenção no que diz respeito ao prazo de validade e às necessidades específicas de cada família. “Produtos de higiene pessoal, como toalhitas ou desinfectantes, também devem ser verificados, já que podem secar ou perder eficácia”, atenta a associação de defesa do consumidor.

É ainda recomendada a actualização de documentos e contactos de emergência que devem ser incluídos no kit, bem como a verificação de roupas ou mantas por forma a que estas se adequem a cada estação do ano.

Como construir um Kit de Sobrevivência?

Para aqueles que ainda não construíram o seu Kit de Sobrevivência, a DECO PROteste deixa algumas dicas que podem fazer a diferença numa situação de vulnerabilidade. Em primeiro lugar, “a mochila de emergência deve ficar guardada num local de fácil acesso, preferencialmente, perto da saída de casa e a sua localização deve ser do conhecimento de toda a família”, afirma, acrescentando que esta deve ter espaço suficiente para armazenar comida e bebida para três dias, no mínimo.

Esta deve estar equipada com os seguintes itens:

  • Garrafas de água;
  • Géis energéticos (dos que se usam em actividades desportivas), bolachas e chocolates;
  • Comida enlatada (atum, salsichas, leguminosas, papas de bebé para os mais novos, etc.) e comida para os animais de estimação;
  • Fogão a gás para campismo;
  • Apito, caso seja preciso sinalizar o local onde está;
  • Manta de aquecimento;
  • Canivete multifunções e isqueiro;
  • Alguns metros de corda (dê preferência ao material paracord, que é leve, resistente e ajuda a imobilizar fracturas ou prender objectos);
  • Rádio a pilhas. (Em caso de emergência, as autoridades comunicam com as populações através deste meio);
  • Powerbank com carregamento de dispositivos electrónicos;
  • Pequena lanterna a pilhas;
  • Pilhas de substituição;
  • Relógio que não precise de ser carregado na corrente;
  • Comprimidos de purificação de água, à venda em lojas de desporto outdoor ou online;
  • Algum dinheiro, em notas e moedas;
  • Cópia do cartão de cidadão de toda a família;

A tudo isto deve juntar-se um kit de primeiros socorros que deve incluir:

  • Compressas, ligaduras, luvas descartáveis, pensos, adesivos, tesoura, pinça, agulhas e alfinete-de-dama; estes objectos ajudam a fazer curativos;
  • Um antiséptico (como iodopovidona, presente no Betadine), para desinfectar as feridas, e soro fisiológico para os olhos;
  • Anti-inflamatórios, como ibuprofeno, e paracetamol;
  • Antidiarreico;
  • Termómetro e lenços de papel;
  • Embalagem extra dos medicamentos de toma regular (por exemplo, para a hipertensão, diabetes, etc.);
  • Máscaras cirúrgicas (três ou quatro unidades por membro da família).

Para os animais de companhia:

  • Ração e água para alguns dias. A ração deve ser armazenada em embalagens herméticas ou à prova de água;
  • Uma ou duas tigelas;
  • Coleira com identificação (nome do animal, contacto do tutor e chip eletrónico registado);
  • Trela ou peitoral;
  • A caixa transportadora (adequada ou tamanho do animal) e a caixa de areia dos gatos também devem permanecer num local acessível da casa, para que pegue nelas rapidamente;
  • Cópia dos documentos do animal (boletim de vacinas, número do microchip e registo no Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC), e contactos de emergência (por exemplo, do veterinário);
  • Medicamentos que o animal tome;
  • Manta ou objecto familiar, para ajudar a reduzir o stresse;
  • Sacos higiénicos, um resguardo ou papel de jornal e toalhitas húmidas.

Cuidados a ter em caso de novo apagão

Caso se venha a verificar um novo apagão como aquele que ocorreu a 28 de Abril de 2025, a DECO PROteste apela à população que se mantenha informada através de rádios a pilhas, acompanhando as comunicações oficiais. Em casa, e por forma a reduzir o risco de danos quando a energia for reestabelecida, devem ser desligados da tomada os aparelhos não essenciais, o frigorífico e o congelador devem manter-se fechados e a gestão da bateria do telemóvel deve ser feita com cautela.

Em termos de deslocações, a organização recomenda que estas sejam limitadas ao essencial. “Na estrada, deve redobrar os cuidados, já que sistemas como semáforos podem estar inoperacionais”, reitera. Em suma, “durante um apagão, é fundamental manter a calma, procurar informação através de fontes oficiais, gerir os recursos disponíveis, como bateria e alimentos, de forma consciente e adoptar comportamentos seguros dentro e fora de casa”, conclui.