Coimbra  28 de Abril de 2026 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Câmara de Miranda do Corvo com resultado positivo de 541 mil euros

28 de Abril 2026 Jornal Campeão: Câmara de Miranda do Corvo com resultado positivo de 541 mil euros

A Câmara de Miranda do Corvo apresentou um resultado positivo de 541 mil euros em 2025, depois do valor negativo superior a 545 mil euros de 2024.

O documento da Prestação de Contas e Relatório de Atividades do ano de 2025 foi aprovado, por unanimidade, sem apresentação e discussão, na reunião da Assembleia Municipal.

No exercício de 2025, o Município de Miranda do Corvo contabilizou 16,4 milhões de euros de receitas e 15,8 milhões de euros de gastos, que registaram uma redução de 0,28% e 6,65%, respectivamente.

Relativamente a 2024, verificou-se uma redução de gastos superior a 1,1 milhão de euros, com maior incidência, em termos absolutos, nas rubricas dos fornecimentos e serviços externos e os gastos/reversões de depreciação e amortização.

Apesar da redução de gastos, a despesa corrente com o pessoal, que absorve cerca de 40% do orçamento municipal, aumentou 12,13%, passando de 5,7 milhões para 6,4 milhões de euros.

Do lado dos rendimentos, que registaram uma ligeira redução de 0,28%, o equivalente a cerca de 46 mil euros, destaca-se o aumento de 8% na rubrica dos impostos, contribuições e taxas, que totaliza 2,8 milhões de euros.

A maior receita do Município de Miranda do Corvo proveio das Transferências e Subsídios Correntes, com 9,3 milhões de euros, que representa um peso orçamental de quase 57%.

O PS, que geriu o Município nos últimos três mandatos (no actual mandato o executivo é liderado pelo PSD), considerou que os documentos apresentados demonstram que a Câmara “dispunha de uma situação financeira equilibrada, com contas certas, capacidade de tesouraria e margem financeira para assegurar a continuidade da acção municipal”.

Numa declaração de voto, o deputado socialista António Salgueiro salientou que “o actual executivo recebeu uma autarquia financeiramente estável” e que “eventuais falhas” no cumprimento do programa político “não poderão ser imputadas à situação financeira herdada nem à inexistência de capacidade de investimento”.