A NERC – Associação Empresarial da Região de Coimbra – exige a adopção imediata de medidas de apoio destinadas a empresários e cidadãos que têm sido gravemente afectados pelos incêndios na região. A associação sublinha que a situação actual “é insustentável” e pede uma resposta rápida das entidades governamentais, intermunicipais e municipais.
O apelo surge num contexto marcado por novas tragédias, incluindo a morte de um bombeiro na Covilhã, vítima de um acidente quando se dirigia para o combate às chamas, e a morte recente de um autarca da Guarda, igualmente no cumprimento do dever. Para a NERC, estes episódios reflectem a exaustão dos bombeiros e as fragilidades estruturais do país em matéria de prevenção e combate aos incêndios, que penalizam sobretudo as populações e empresas do interior.
Antes de novos planos ou programas, a associação considera essencial esclarecer o destino das verbas comunitárias já atribuídas. Em causa estão fundos do Centro2020 e do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), bem como os programas Aldeia Segura, Pessoas Seguras e RDFCI, criados para reforçar a protecção das populações e prevenir a propagação dos incêndios.
“A pergunta que se impõe é: onde param os fundos comunitários que deveriam estar no terreno, a proteger vidas e património?”, questiona a NERC, recordando que, desde 2017, milhões de euros foram destinados a estas intervenções, mas a tragédia continua a repetir-se na mesma região.
A associação exige igualmente explicações à CIM de Coimbra pelo lançamento de um concurso público relacionado com o sistema SIRESP, em pleno período de calamidade, num valor superior a meio milhão de euros.
Paralelamente, a NERC anunciou a disponibilização de um canal de apoio aos empresários e empreendedores afectados, através do e-mail geral@nerc.pt, reforçando a sua solidariedade para com todos os cidadãos atingidos pelos incêndios.
“É urgente apoiar quem resiste no interior da região de Coimbra. Os bombeiros, os cidadãos e os empresários não podem continuar a lutar sozinhos contra esta calamidade”, conclui a associação.