Chamam-se controle de natalidade, as medidas feitas para que as mulheres não engravidem e, como consequência, o nascimento de novos seres humanos seja controlado.
Para as mulheres, há os anticoncepcionais, que são comprimidos que possuem hormônios que impedem que a mulher libere um ou mais ovócitos. Sem o ovócito disponível, o encontro entre este e o espermatozóide torna-se impossível e, assim, não há gravidez.
Existe também o adesivo, que é aplicado na pele como um emplastro e trocado uma vez por semana, e o anel vaginal, que é inserido na vagina uma vez por mês. Outros tipos de contracepção incluem a injecção depo, o DIU – hormonal e não-hormonal – e o implante.
Para os homens há o preservativo, um método de barreira, já que evita que o espermatozóide se encontre com o ovócito, e também previne a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis. Há, ainda, o preservativo feminino, com as mesmas funções.
Nos últimos anos ganhou força o artifício da telemedicina que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde – OMS, “é a prestação de serviços de saúde por profissionais de saúde que usam tecnologias de informação e de comunicação para a troca de informações válidas para diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças e lesões”.
Usando a tecnologia, os profissionais da área médica têm acesso a um processo avançado para monitoramento dos pacientes. Além disso, analisam resultados de exames, trocam informações médicas, dão pareceres conclusivos e enviam de volta aos seus utentes virtuais.
Nas consultas virtuais, surge também em alguns países, a figura do aconselhamento médico e farmacêutico, quando estabelecimentos próprios, prestadores de cuidados de saúde e especialistas, cada um na sua área de actuação, expõem tratamentos e medicamentos existentes e adequados a cada doente.
Trazendo esse novo sistema de saúde para o controle da natalidade, é possível obter-se o método contraceptivo que melhor atende ao usuário, através de uma consulta online. Tudo muito simples e rápido.
Foi pensando nisso que algumas empresas já surgiram no mercado farmacêutico online, buscando prestar, tanto um aconselhamento especializado quanto os tratamentos necessários à enfermidade. Em outras palavras, é possível realizar o controle da natalidade numa farmácia virtual.
Pílulas, adesivos, anéis, já se podem encontrar tratamentos adaptados a cada objetivo, quando se busca prevenir uma gravidez.
E é nesse passo, que já é viável encomendar o tratamento contraceptivo online e obtê-lo na farmácia licenciada.
A proposta é de parceria entre paciente e especialista, portanto, se o profissional considera que que a preferência escolhida pelo cliente pode não ser a correta para si, sugerirá alternativas e, se não puder recomendar um tratamento específico ou entender que deve consultar um médico ou especialista pessoalmente, indicará alguém que possa fazê-lo.
Assim, o ciclo completo do atendimento vai desde o início da consulta com um médico, passando pela elaboração do tratamento a ser seguido e listagem de medicamentos a serem administrados, até a chegada das substâncias ao consumidor. Todo o processo promete demorar pouco e ser disponibilizado ao utente o quanto antes.
Estima-se que a categoria seja vista como uma forma de cuidar e, mais do que isso, que empreste, através da tecnologia, a assistência necessária através de chamadas de vídeo. Espera-se, em outras palavras, que a telemedicina seja uma alternativa para continuar oferecendo saúde de qualidade, em escala, mantendo os níveis de segurança aos pacientes. É, sem dúvida, um novo horizonte que vem se abrindo e, não há como negar, são muitas as vantagens que a proporciona aos médicos, aos pacientes e aos demais profissionais da saúde.
De facto, é importante ter em mente que a telemedicina não é uma inimiga ou concorrente da medicina tradicional, mas um elemento para aprimorá-la, significando um avanço tecnológico na área médica, mas que continua dependendo do lado humano.
A saúde é um direito de todos e mantê-la enquanto se busca controlar a natalidade é fundamental.
A escolha do método contraceptivo a ser usado é um caso de preferência pessoal, e depende do histórico de saúde de cada um. Contudo, as farmácias online e a telemedicina estão aí para ajudar com consultas e medicamentos.