O número de condenações por corrupção tem vindo a crescer desde 2023, sendo que, só no ano passado, 167 pessoas estavam a cumprir pena por esse tipo de crime. De acordo com os dados do Mecanismo Nacional Anticorrupção (MENAC), hoje (29) divulgados, desse total de reclusos, 116 cumpriam pena por condenações por branqueamento, 23 por corrupção activa e 16 por corrupção passiva, cinco por peculatos e sete por outros crimes.
O relatório dá ainda conta de que 221 arguidos estiveram em prisão preventiva em 2025, maioritariamente por crimes de branqueamento (191). Além destes, 26 cumpriram medidas de obrigação de permanência na habitação, havendo ainda três pessoas que cumpriram pena no regime de permanência na habitação.
A análise do MENAC alerta, assim, para o facto do número de pessoas e empresas condenadas por crimes de corrupção e infracções conexas nos últimos anos estar a aumentar. Em 2022, foram condenadas 318 pessoas/empresas; em 2023, 360; em 2024, 427; e, em 2025, 526.
Em causa estão “crimes de abuso de poder, branqueamento, corrupção, favorecimento, fraude na obtenção de subsídio, peculato, peculato de uso, suborno, prevaricação, recebimento ou oferta indevidos de vantagem, suborno, tráfico de influência e violação de segredo de funcionário”, conclui o MENAC.