A Misericórdia – Obra da Figueira voltou a associar-se, este ano, à celebração do mês de Maio, tradicionalmente dedicado pela Igreja Católica à Virgem Maria, mãe de Deus e mãe dos cristãos.
Há várias décadas que a Instituição mantém viva esta manifestação de fé, afecto e devoção a Nossa Senhora, ornamentando as imagens existentes nas suas diversas valências. Este gesto simbólico integra uma tradição antiga da Igreja, que ganhou particular expressão a partir de 1725, com a fundação das congregações marianas. Nessa época, o costume difundiu-se amplamente, incentivando as famílias a prepararem, durante o mês de Maio, um altar em honra de Nossa Senhora e a rezarem diariamente.
Este ano, a concepção dos arranjos florais dos andores esteve a cargo de Olívia Rolo. No Lar de Santo António, contou com a colaboração de Odete Reis e Sara Romão, que contribuíram para transformar a imagem de Nossa Senhora numa verdadeira maravilha, marcada pela beleza, simplicidade e devoção.
A dedicação do mês de Maio a Maria remonta a vários séculos, tendo especial ligação ao período barroco. Ao longo do tempo, as formas de homenagear a Virgem Maria foram-se multiplicando, reflectindo a diversidade das comunidades e das pessoas que nela encontram inspiração, consolo e exemplo.
Maria, a mais humilde entre as mulheres, é apresentada pela Igreja como modelo não apenas para todas as mulheres, mas para todos os cristãos. Rainha do céu e da terra, conduz sempre a Cristo e permanece como presença maternal na vida dos fiéis.
Também na época medieval existiam costumes associados à chegada da Primavera e ao afastamento do Inverno, sendo o dia 1 de Maio considerado o ponto alto desta estação. Neste contexto, o mês de Maio foi-se consolidando como tempo de renovação, beleza e devoção, hoje vivido de forma especial pela Misericórdia – Obra da Figueira.