A Organização Regional do PCP realizou uma tribuna pública em defesa do Serviço Nacional de Saúde, em frente ao Centro de Saúde Fernão Magalhães, em Coimbra.
Esta foi um acção integrada na Jornada Nacional do PCP de acção e protesto em defesa do SNS.
A iniciativa contou com a participação de dezenas de militantes e amigos do PCP, assim como de diversos testemunhos de profissionais e utentes do SNS, depoimentos estes que, segundo o partido, reflectiram, de uma forma ampla, o estado do SNS. “Não é o estado que merecemos, nem é o estado que desejamos. A realidade actual que vivemos de desmantelamento de serviços, de ataques aos direitos dos profissionais são exemplo de um caminho pelo qual o PCP nunca deu a mão” – refere-se
Para o PCP, no distrito de Coimbra tem-se “assistido a um ataque sucessivo e orquestrado”: “a criação da ULS Coimbra, que abrange o Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, o Hospital de Cantanhede, o Centro de Recuperação Rovisco Pais e 26 centros de saúde de 21 concelhos de 2 comunidades intermunicipais, serviu, no essencial, para o caminho de destruturação de equipas e concentração de serviços”.
Para os comunistas, este é “um caminho que não resolveu problemas de fundo, como a falta de investimento e a falta de profissionais, e que em grande medida contribuiu para uma maior burocratização e retirada de autonomia, como é o caso dos cuidados de saúde primários que passam a estar debaixo da alçada dos hospitais onde se centraliza a Direcção”.
“As ULS tornaram-se num instrumento para mais concentração e encerramento de serviços de proximidade, de que é exemplo o terrível encerramento do serviço de urgências do Hospital Geral dos Covões” – acrescenta o PCP.
Segundo o partido, “nos vários depoimentos foi notório que o SNS dispõe de profissionais de grande excelência e dedicação, mas que não vêm o seu trabalho ser devidamente retribuído”, com o caminho feito “de desvalorização das carreiras, estagnação dos salários e imposições às progressões, contexto que se reflecte no cansaço dos profissionais, que por consequência afecta, também, os utentes”.
De acordo com o PCP, “os testemunhos trataram problemas concretos, como a falta de uma paragem de autocarro em frente ao Centro de Saúde da Fernão Magalhães, que melhor serviria os utentes, ou o facto de, hoje em dia, muitos utentes estarem a ser encaminhados para Centros de Atendimento Clínico a 40 km de distância das suas residências”.
“Este é um caminho que eles pretendem que seja sem retorno. Eles, a política de direita, os sucessivos governos, ao qual não podemos esquecer o incessante apoio da Iniciativa Liberal e do Chega”, conclui o PCP.