As entidades de segurança e protecção civil da região de Coimbra participaram esta quinta-feira num exercício conjunto de comunicações de emergência, destinado a testar a resposta em cenários de falha das redes tradicionais. A operação envolveu os 19 municípios do território e 27 corporações de bombeiros, num ensaio coordenado pelo Comando Sub-regional de Emergência e Protecção Civil da Região de Coimbra.
No centro do exercício esteve a avaliação de um sistema de comunicações de emergência com recurso a satélite, assente na rede SIRESP com redundância assegurada por tecnologia Starlink. O objectivo foi simples, mas decisivo: garantir que, mesmo perante uma quebra das comunicações convencionais, as entidades no terreno conseguem manter o contacto e coordenar a resposta.
Durante a simulação, foi precisamente esse o cenário colocado à prova. Perante uma falha da rede habitual, os operacionais tiveram de transitar para o sistema de comunicações via satélite, testando a eficácia da solução em contexto de emergência.
A iniciativa juntou os Serviços Municipais de Protecção Civil da região, bem como várias forças e agentes de protecção e socorro. Em Pampilhosa da Serra, por exemplo, participaram a coordenadora do Serviço Municipal de Protecção Civil, o Gabinete Técnico Florestal, a GNR local, os Bombeiros Voluntários e a Unidade de Emergência de Protecção e Socorro (UEPS) da GNR.
O exercício surge numa altura em que a Região de Coimbra reforçou recentemente os seus meios de comunicação de emergência. Foram adquiridos 50 sistemas de comunicação via satélite, destinados a apoiar as 27 corporações de bombeiros e os 19 serviços municipais de protecção civil do território. A esse investimento juntam-se ainda 348 rádios SIRESP.
Mais do que um teste técnico, a operação serviu para afinar procedimentos e confirmar que, em momentos críticos, a redundância das comunicações pode fazer toda a diferença. Porque, quando o inesperado acontece, convém que a resposta não fique sem rede.