A Câmara de Vila Nova de Poiares aprovou, por maioria, os documentos de prestação de contas de 2025, que registou um resultado líquido negativo de cerca de 247 mil euros.
O documento foi aprovado com os votos favoráveis do movimento Poiares a Sério (PRS) e do PS e a abstenção do PSD.
Segundo o presidente da autarquia, Nuno Neves (PRS), o resultado líquido negativo registado em 2025 foi de 247.358 euros, “directamente influenciado pelo aumento das despesas com o pessoal e com aquisição de fornecimentos e serviços externos”.
O orçamento inicial de 2025 foi de 20,44 milhões de euros, que, com a inclusão do saldo de gerência anterior no montante de cerca de 2 milhões de euros, passou a ter um valor de 22,52 milhões de euros.
Segundo os dados apresentados pelo autarca, em 2025, a receita cobrada líquida ascendeu a 13,79 milhões de euros, com uma taxa de execução de 61,22%, enquanto a despesa total paga foi de 12,4 milhões de euros, representando 55,05% do total orçamentado.
A execução da receita e despesa corrente foi de 75,71% e 70,91%, respectivamente.
“Em termos globais, as taxas de execução apresentadas no exercício de 2025 ficou um pouco aquém do que seria expectável no tocante à execução de alguns projectos traçados no Orçamento e nas Grandes Opções do Plano”, afirmou.
Os “gastos com o pessoal” foi a rubrica que apresentou o maior aumento de gastos em 2025, comparado com o ano anterior, com um acréscimo de cerca de 527.855 euros, representando um aumento de 13,5%.
A rubrica “fornecimentos e serviços externos” teve um aumento de 505.751 euros, com o presidente a assinalar que contribuiu para esse efeito despesas associadas às obras de alteração de edifício para habitação colectiva em Vale Vaíde e a construção de cinco moradias na Avenida de Poiares, em Ferreira, entre outros.
Nuno Neves afirmou, ainda, que o Município de Vila Nova de Poiares recebeu 14,11 milhões de euros, referentes à totalidade do empréstimo do Fundo de Apoio Municipal, “tendo efectuado vários pagamentos para o cumprimento daquele empréstimo”.
Adiantou ainda que, de acordo com os documentos de prestação de contas, o Município, no final do exercício de 2025, “cumpre com o limite previsto no RFALEI [Regime Financeiro das Autarquias Locais e Entidades Intermunicipais], bem como o estipulado na Lei n.º 53/2014 de 25 de Agosto e, nesse sentido, irá solicitar junto da Direcção Executiva do Fundo de Apoio Municipal a cessação do respectivo Programa de Ajustamento Municipal”.