Coimbra  16 de Dezembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Rui Alírio

Web Summit: Juntar os que pensam com os que fazem acontecer

15 de Novembro 2019

web summit

 

Com a Web Summit, abriu-se uma importante porta para um novo posicionamento de Portugal, que hoje todos consideram, já se apresenta como um hub tecnológico e com muito sucesso!

A Web Summit já é, efectivamente, um evento marcante no calendário mundial, sob o ponto de vista do investimento e do desenvolvimento tecnológico.

Com participantes de todos os continentes, são vários dias, com um desfile incomparável de mostra tecnológica, de participação de várias personalidades de grande influência, seja no mundo da política, da tecnologia, da inovação e do empreendedorismo. Sejam Tony Blair, Aongus Hegarty, Presidente da Dell, Garry Kasparov, Mestre de xadrez, Dr. Oz, Co-fundador do ShareCare, especialista em cirurgia menos invasiva, medicina alternativa e política de saúde pública, que ganhou notoriedade no programa de Oprah, Mark Hurd, o n.º 1 da Oracle, Brian Krzanich, Ceo da Intel e muitos mais.

Mas numa coisa, todos estão de acordo: A Web Summit é um enorme sucesso! Neste ano de 2019, foram mais de 70 mil participantes, que gastaram acima de 64 milhões de euros nos dias do evento. A título de exemplo, só no alojamento, esse facto significou 125 euros por dia.

Ainda assim, nem tudo se apresenta como um “mar de rosas”… Basta lembrar Michael Porter, quando se referiu a Portugal e que disse qualquer coisa como “estando entalado entre o modelo dos salários baixos e o modelo da economia do conhecimento”.

Quem pensa o conhecimento e o pretende aplicar, os chamados “Empreendedores”, não tem trabalho fácil.

E não é porque os bajulamos, elogiamos ou acarinhamos, ou ao contrário. Antes porque os temos de admirar pela sua coragem, ousadia, resiliência e capacidade de tantas vezes perder tudo e começar de novo. Por isso tudo e pela inovação, pelo processo disruptivo necessário e muito pelo emprego criado para o país e para as regiões.

Quando falamos da Web Summit, referimo-nos a centenas de startups de todo o mundo, com o objectivo de impressionar investidores e potenciais parceiros, com a ambição de fazer novos contactos. Não falo de uma cimeira apenas das startups e dos pequenos que fazem. Falo também dos grandes. Dos grandes empresários e líderes políticos, que já tomaram consciência das tendências, sejam micro ou macro tendências. Em resumo, para onde aponta o futuro…

Falamos por isso de uma ocasião única para ouvir visionários, com o bom e com o mau que isso possa ter, mas que permita “sentir” o caminho que temos pela frente…

Falo de uma partilha de conhecimentos e um ajustar do mapa da gestão que tem e deve ser feito em Portugal com o objectivo de estarmos em sintonia e até superar um pouco o que se faz por todo o mundo em globalização.

Não podemos nem devemos por isso, atirar ao evento que é “uma mostra ou feira de vaidades”. Aí estamos a desperdiçar o seu maior potencial e que é a capacidade de provocar ou mesmo de ousar algo positivo que contagie no inovador que há em cada um de nós. Sem preconceitos…

Esta coisa boa da Web Summit, que nasceu em 2010 na Irlanda e que passou a realizar-se em Portugal desde 2016, vai ficar entre Nós até 2028. Depois se verá… Por isso, em jeito popular, “aproveitemos a sorte enquanto ela está a nosso favor”.

(*) Gestor/Investigador em EGI

 

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com