Coimbra  18 de Agosto de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

João Pinho

Vida e obras de José Liberato na Universidade Sénior do Mondego

20 de Dezembro 2018
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A instituição sedeada em S. Martinho do Bispo inteirou-se de uma figura da época liberal oitocentista

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na tarde do passado dia 11 a Universidade Sénior do Mondego, sedeada em S. Martinho do Bispo, acolheu uma palestra sobre José Liberato Freire de Carvalho, figura ímpar da nossa História, em especial da época liberal oitocentista, cuja vida e obra tem sido divulgada por uma comissão com o seu nome – fundada, oficialmente, em Coimbra no ano de 2014.

Tratou-se de um evento cultural, dinamizado por aquela instituição de ensino, designadamente, pelo seu coordenador, dr. Fausto Correia, que endereçou em tempo oportuno um convite à Comissão Liberato que ali se fez representar por este amigo que vos escreve.

Durante quase duas horas tivemos oportunidade de expor aos presentes uma comunicação intitulada «José Liberato Freire de Carvalho: retratos da vida e obra (1772-1855) na tela de uma homenagem (2013-2018)» transmitindo e partilhando informações tão diversificadas como: as origens de Liberato, os primeiros estudos, a vida no cenóbio de Santa Cruz, a carreira de professor, a adesão à maçonaria, as vicissitudes das invasões francesas em que foi feito prisioneiro da cidade de Coimbra, as prisões por motivos políticos, a fuga para a Inglaterra e a adopção do nome Liberato, a vida de exilado e a faceta de jornalista, o triunfo da revolução vintista e o regresso à pátria, o seu desterro, o momento do triunfo absolutista, o regresso a Inglaterra e a resistência à usurpação, a abdicação de D. Pedro, o cerco do Porto e a vitória liberal, a convenção de Évora Monte e as lutas parlamentares, a faceta de tradutor e autor.

Finalizada a palestra com um balanço da actividade da Comissão Liberato, abriu-se um interessante e inesperado espaço de debate, durante o qual os presentes puderam exprimir a sua visão/preocupação pelo facto de muitas figuras, na linha de Liberato, não estarem a ser reabilitadas – como seria exigível a uma cidade que se diz do conhecimento e pretende assumir-se como capital cultural.

A identidade regional, a necessidade de se promoverem estudos monográficos locais, o conhecimento ao nível da etnografia, etnologia, folclore e cultura popular foram outras áreas de intensa e salutar troca de opiniões.

(*) Historiador e investigador

 

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