Coimbra  24 de Fevereiro de 2021 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Pedro Rodrigues Costa

Quando se destrói um centenário caminho-de-ferro

22 de Janeiro 2021

Na Beira Alta e na Beira Baixa constroem-se e renovam-se novas e antigas linhas férreas. E no distrito de Coimbra?

Infelizmente, e em contraciclo com que se passa por esse mundo fora, Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã viram costas e destroem o seu centenário caminho-de-ferro.

O caminho não é por aí, não podemos transformar o centenário ramal da Lousã numa linha de autocarros eléctricos que, embora mais barata no investimento inicial, vai andar mais devagar, transportar menos passageiros e, sobretudo, vai ser menos seguro que o caminho-de-ferro.

As estatísticas internacionais demonstram que a ferrovia é mais segura que a rodovia.

Quem quer ser o “coveiro” do caminho-de-ferro em Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã?

(*) Defensor e investigador de temática ferroviária e da história dos carros eléctricos (sobre carris) e transportes da cidade de Coimbra