Coimbra  20 de Agosto de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Rui Avelar

PS/Coimbra: “Aparelhismo” de subsistência

19 de Janeiro 2018

Foi Carlos Cidade a começar por precisar de Manuel Machado. Seguiu-se necessidade do prefeito. Hoje em dia, a Cidade dá jeito que, em 2019, Machado seja eleito deputado ao Parlamento Europeu.

Em 2013, recém-eleito para voltar a liderar o Município de Coimbra, o economista advertiu não simpatizar com a hipótese de o vereador Carlos Cidade (jurista) continuar a presidir à Comissão Política Concelhia (CPC) do PS.

O vereador acatou e fez uma desastrosa passagem de testemunho para Rui Duarte. Talvez por isso, o prefeito mudou de «agulha». Volvidos quatro anos, tendo também presente que Cidade invocou, em 2013, a situação de Manuel Pizarrro, líder concelhio do PS/Porto e vereador, o presidente da Câmara de Coimbra não só faz «vista grossa» à (re)candidatura de Carlos como é seu mandatário.

Há meia dúzia de anos, reconduzido para segundo mandato consecutivo como timoneiro da CPC do PS/Coimbra, Carlos Cidade acenou que tratar-se-ia do último.

Na lista A têm lugar a mulher e o filho de Manuel Machado e até a mulher de Carlos Cidade.

Nos tempos áureos de Marcelo Caetano, substituto de António Oliveira Salazar, quando imperava a União Nacional, a “Primavera marcelista” fazia a apologia da “evolução na continuidade”.

Acresce o insólito episódio de o vereador com a tutela da gestão urbanística de Coimbra, responsável pelo licenciamento, aprovação de projectos e fiscalização, aspirar à recondução para a liderança concelhia do PS.

 

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com