Coimbra  16 de Dezembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Mário Carvalho

Programa de Revitalização do Pinhal Interior

14 de Novembro 2019

Cerca de dois anos depois do lançamento do PRPI, que teve o seu nascimento em 2017, será supostamente importante agora que irão ser levados às Assembleias Municipais para aprovação, ou não, os Orçamentos e Plano de Actividades para 2021, fazer um balanço dos impactos que este já teve no seio dos territórios abrangidos.

Relembrar que do Pinhal Interior fazem parte os municípios de Penela, Lousã, Góis, Miranda do Corvo, Tábua, Pampilhosa da Serra, Oliveira do Hospital, Vila Nova de Poiares, Alvaiázere, Ansião, Figueiró dos vinhos, Pedrogão Grande, Castanheira de Pera, Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei e Mação.

Pela parte do Governo, o ministro-adjunto e da Economia afirmou recentemente ter um balanço positivo até ao momento atendendo a que quase todas a mediadas já foram executadas ou estão em fase de execução, salientando impactos sobretudo na área do Turismo, Indústria e Serviços, com especial destaque para a implementação de um Programa de captação de Investimento para o Interior, principalmente através do PT 2020.

O PRPI, que pode ser facilmente consultado via Internet no Portal do Governo, apresenta três Eixos com um vasto conjunto de vectores, essencialmente orientados para: a implementação de políticas e instrumentos de ordenamento e gestão sustentável dos espaços florestais; recuperação, ordenação e valorização dos espaços rústicos; aumento do conhecimento da gestão do fogo rural e a sua incorporação nas diversas componentes do sistema; reforço da protecção da floresta e da segurança das populações; diversificação da estrutura económica e promoção do emprego; promoção da atractividade e coesão territorial; reforço da qualificação profissional e estimulação da criação de conhecimento e inovação; promoção da inovação e inclusão social.

Posto isto, para além da monotorização inerente ao próprio Programa em si, de que fazem parte obviamente várias entidades, entre as quais o Governo e as Autarquias, seria importante, no nosso entendimento, que o assunto tivesse um acompanhamento e discussão mais próximo das populações, nomeadamente junto dos seus representantes políticos mais localizados, tais como as Assembleias Municipais e Juntas ou Uniões de Freguesias dos territórios para quem foi e está direccionado, mesmo sabendo de antemão que são processos sujeitos a consulta pública,

Numa altura em que também muito recentemente foram divulgados os dados estatísticos dos “Rendimentos a Nível Local” através de uma entidade credenciada como seja o INE, com resultados matematicamente menos positivos para o Interior e para os territórios de Baixa Densidade Populacional, como, aliás, seria de esperar, aferir em que medida possam já a estar sentidos impactos positivos no seio das populações. Principalmente, em dois patamares fundamentais que atestam o seu sucesso ou não: a criação de emprego e desenvolvimento económico e fixação/atracção de pessoas para estas regiões.

(*) Vereador do PS em Penela

 

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