Coimbra  15 de Setembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

António Barreiros

Parte um dedicado médico: António Palhoto

19 de Julho 2018
Dr Antonio Palhoto

Dr. Antonio Palhoto

 

Um problema agudo de saúde, em pleno seio profissional, no Hospital dos Covões, a que não resistiu, e depois de duas semanas em coma, apesar dos esforços dos colegas da Neurocirurgia do CHUC, de que destaco o Prof. Doutor Marcos Barbosa e o Doutor Francisco Belo, entre outros, temos de noticiar a morte do renomado anestesista António Palhoto.

Tinha 64 anos de idade. Nascido em Santarém, veio para Coimbra com dois anos, apenas. Era filho de Manuela Pamplona S. Palhoto e de António Palhoto. Ela que foi proprietária e directora do Externato de S. Luís Gonzaga, sito na rua de Angola, ao bairro de Norton de Matos, em Coimbra, além de professora de música no Liceu de D. Maria. Ele que desempenhou as funções de bancário e de caixa, durante mais de 38 anos, na dependência do Montepio Geral, no largo da Portagem, na mesma cidade.

O Dr. António Palhoto fez-se homem e estudou em Coimbra. Lutou. Sonhou. Acabou médico. Especializou-se em fazer dormir os que necessitavam de ser operados e não só. Trabalhou e penou. Deu-se à e pela saúde.

Amigo de um trato singular, onde pontificava o humanismo, a proximidade, a honra, a lealdade e a dignidade, o Tó Palhoto, como era conhecido no círculo mais íntimo, deixa um buraco, nas relações de amizade, difícil de tapar… Ficam as saudades de um homem bom, meticuloso, peculiar no contacto, contagiante na amizade e de uma extrema dedicação. Cidadão de motivações e de causas humanas.

Sabia ser solidário e de se prontificar para o serviço da Medicina. Não conheceu horas e dias. Abnegado e consciente no seu profissionalismo, o Dr. António Palhoto espalhou-se pelos Hospitais dos Covões, Seia, Guarda, Torres Novas, Abrantes e Maternidade Bissaya Barreto e, ainda, pela Idealmed, Sanfil, Clínica da Sofia e, por vezes, na sua própria estrutura de saúde, a “Ajuda Médica”.

Atento e dedicado médico, doou-se à causa da anestesia, percebendo que essa especialidade era das mais exigentes e duras, do ponto de vista de adormecer o doente, de o manter vivo e de o trazer, de novo, ao renascer…

Amigo do seu amigo, nunca vacilou em dar a mão, a colaborar e a estar disponível.

Fez carreira brilhante. A sua folha de serviços atesta-o e dá-lhe valor e honra.

Morreu ao serviço dos doentes, porque após 24 horas de trabalho e quando se encostou para descansar… não mais acordou. Perdemos um devotado médico e um amigo de valores.

À família, especialmente aos seus dois irmãos, ao João Pedro e ao Rui Carlos Pamplona Palhoto, um abraço de sentidas condolências.

Que o descanso eterno lhe conceda a paz da sua alma.

O corpo do Dr. António Palhoto está numa das capelas mortuárias da igreja de S. José, a partir das 16h00 de hoje (quinta-feira). A missa de corpo presente terá lugar amanhã (sexta-feira), a partir das 10h00, no mesmo templo.

 

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com