Coimbra  18 de Agosto de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

António Barreiros

O exercício da espiritualidade

26 de Dezembro 2018

No jornal das 08, da TVI, de ontem, dia de Natal, foi exibido um trabalho sobre a força da espiritualidade.

Fátima Lopes deu a cara. Falou da sua experiência de praticar yoga e reiki. Disse que alcançar o silêncio e a calma faz parte da sua dinâmica de vida para se sentir disposta a “funcionar”, a ter paz e a estar alerta.

Luís Portela, que foi presidente do conselho de administração da Bial e, faz uns anos, é presidente da Fundação dessa empresa farmacêutica, com licenciatura em medicina e que exerceu, durante meia dúzia de anos, docência na área, também foi dos que sustentou a reportagem sobre o tema.
Dedica-se a escrever sobre a espiritualidade. Tem alguns livros sobre o assunto: “Da Ciência ao Amor”; “Ser Espiritual”: “A Janela da Vida” e outros.

Um outro médico, um enfermeiro e um voluntário, também deixaram os seus testemunhos.

O tema, apesar de, por se situar num domínio que transcende a maioria de nós – não é muito aceite, estando para além do que é racional e paira num terreno que pode “meter” medos e inquietações – não anda de boca em boca e não circula abertamente.

Isso porque muitos o ligam a bruxarias, a almas perdidas e que está entregue a gente insana ou que entregou a sua mente a espiritismos sem sentido e fora da dimensão humana.

Mas trata-se, e se falarmos de reiki e de yoga, de ciências ancestrais que ajudam a curar a mente e nos transportam para a mansidão do corpo e nos transmitem força para sobrevivermos. A alma agradece…

Mas, e certas outras terapias energéticas – a Ordem dos Médicos foge delas como o diabo da cruz, porque não se mostra suficientemente aberta a que as terapias energéticas circulem nos hospitais ou sejam reconhecidas – permitem a doentes de certas especialidades, mormente as do foro oncológico, ter um período, pós quimioterapia ou outros programas/tratamentos, mais moderados em dor e, por vezes, que lhes prolongam a vida. Noutros países a medicina já convive com estas ciências “ocultas”. Depois, e como foi referido, pode juntar-se a hipnose e a hipnoterapia para o combate a doenças emocionais e não só.

Este nosso lado espiritual, onde entronca a alma de cada um, porque o nosso lado físico é material, não pode ser descurado.

É evidente que, a grande maioria de nós, ainda não está preparada para perceber e para descobrir este “lado” da nossa existência. Mas não custará nada escutar quem, por estudo, experiências e prática, tem vindo a desenvolver esta nossa área, de uma parte que se radica na espiritualidade.

Talvez, e por falta de senso espiritual, a vida no seu global e a de cada um, de muitos de nós, tenha deixado de provocar o amor, os afectos, a sanidade mental e corpórea, a que pode ser um meio de nos tornarmos mais solidários, mais capazes de partilharmos forças que permitam a nossa melhoria interior, onde está guardada a nossa alma e, também, de conseguirmos, por actos e por palavras, sermos apóstolos de um mundo que nos congregue no bem e promova a dignidade da pessoa humana.

E temos de preparar a nossa alma para a viagem que temos de fazer para a eternidade. Não quero, e para já, deixar ideias sobre a reencarnação, a que nos permite renovar e fazer um homem novo… tendente a melhorar a sua prestação humana com vista a harmonizar a vida terrena.

A espiritualidade anda perto… basta dar-lhe a atenção que merece.

Doido ? Talvez. Mas de uma sanidade que é, e acima de tudo, espiritual. A minha alma vive em bonança, está serena, já não se inquieta com miudezas, sabe transmitir felicidades e consegue acudir a quem anda num turbilhão…

Haja paz interior. Que o Alto vos proteja na sua infinita bondade e vos transmita as energias que vos permitam continuar a ser mensageiros da boa vontade humana.

 

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