Coimbra  15 de Outubro de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Mário Carvalho

Metrobus – ver para “querer”!

12 de Dezembro 2018

Vai longa a «novela» do Sistema de Mobilidade do Mondego. Se houver novo falhanço, é o descrédito.

Ao estilo de “Morangos com açúcar”, os primeiros episódios foram apresentados ainda sob o título de “Metro-Mondego”.

Por entre curvas e contra-curvas, subidas e descidas, e muitas vicissitudes pelo caminho, vem agora o Governo de António Costa anunciar a inclusão deste projecto no Quadro Comunitário do Portugal 2020.

Para os que ainda se lembram do tempo em que José Sócrates resolveu arrancar os carris do troço ferroviário que ligava Miranda, Lousã e Coimbra e das promessas de Passos Coelho, o certo é que ambos deixaram as populações com uma mão cheia de nada, e pelo caminho ficaram inúmeras manifestações e idas em massa à casa grande dos senhores deputados da Nação.

Em plena época natalícia, surge, novamente, no horizonte, a esperança de que algo seja feito. Mais uma vez!

E dos milhões… e milhões…entretanto gastos em administrações e coisa nenhuma!

Sabemos que a solução apresentada é diferente da inicialmente desejada e defendida, mas não deixa de ser uma solução. Por estes lados, não há provas que seja má, como muitos apregoam, servindo-se da mesma como arma de arremesso político. Também não sabemos se será a ideal, pese embora alguns estudos assim o digam. O que sabemos é que, neste momento, nada temos. Que já muita água vinda da Lousã e de Miranda correu por baixo da ponte de Santa Clara e por entre palavras e promessas de circunstância apenas uma linha que parte e chega ao vazio. E, neste momento, tudo ainda «circula» pelos carris da burocracia.

Assim sendo, e voltando a “crer” no Pai Natal, dizem-nos que o sistema comportará um total de 43 autocarros eléctricos, portanto, ambientalmente sustentável, o que é bom e positivo por essa perspectiva. Destes, 30 estarão destinados ao troço suburbano entre Serpins (Lousã) e Coimbra. E dos que sobram (13) serão articulados, indo desempenhar funções na área urbana de Coimbra.

Sabemos que no campo político muito quadro será pintado nos «entre tantos» e que os actores políticos locais não deixarão de aproveitar para esgrimir argumentos a favor e contra.

Acontece que, depois de tanto vapor derramado, é caso para dizer “ver para crer”!

E nós “queremos” acreditar que sim. Que é desta que a dignidade das populações será reposta, sob pena de não voltarmos a acreditar em mais nada!

(*) Autarca do PS

 

 

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