Coimbra  3 de Dezembro de 2020 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Carlos Costa Almeida

Maternidade nova em Coimbra

15 de Novembro 2020

Na sequência do anúncio da decisão da ministra da Saúde sobre a localização que quer para a Maternidade nova em Coimbra, sobre o HUC, para substituir as duas que existem, viu-se que havia quem pensasse que o encerramento do Hospital dos Covões por ordem de quem controla o CHUC era um facto consumado. Ficando por isso só um Hospital em Coimbra, o HUC, que não se basta a si próprio, que precisa de atravessar a ponte para pedir ajuda ao outro que não é, para onde manda os doentes que não consegue ou não quer tratar. E é esse Hospital que querem que tenha mais duas maternidades em cima? Para enviar mais doentes depois para o que não se quer que seja hospital? E há quem diga isto com um ar sério? E se apresentem “estudos” que o justificam, estudos encomendados que já foi demonstrado que passaram por cima do minimamente razoável para conseguirem chegar a essa conclusão?! Há quem não tenha pejo de o dizer?! Nem bom senso? Vá que bom senso e inteligência pelos vistos existem na cidade, e em quem a gere e quem colabora na sua gestão estando na oposição.

Muita “distracção”

gente que anda distraída do que se passa na cidade a este respeito, e ignora as manifestações na rua (cinco); as petições à Assembleia da República (duas) para libertar os Covões de quem quer destruir o Hospital (transformando-o num anexo do HUC, mas sem o qual este não consegue viver) e com ele a Saúde em Coimbra; os anseios de quem quer ser tratado nos Covões, e não no HUC, e de quem se queixa da Saúde em Coimbra tal como está; o pensar de quase todos os políticos que representam a cidade, e dos que a gerem… O facto de os doentes com Covid-19 estarem a ser tratados no tal “anexo do HUC”… É muita ignorância!… Ou muito desprezo por toda esta gente!… Em nome dalguns funcionários nomeados para uma administração, a maior parte dos quais não conhecia realmente um dos hospitais, e alguns nenhum dos dois!

A solução é fácil e rápida

A solução é repor no Hospital dos Covões o pessoal e as valências que de lá foram retirados e amontoados no HUC, sem qualquer aumento de produtividade deste e fazendo com que não se baste a si próprio, estando dependente do “anexo” do outro lado do rio. Como já foi, aliás, reconhecido, e não podia deixar de o ser, por ser tão evidente.

Uma vez isso feito – muito simples e rápido de fazer – o Hospital dos Covões estará refeito como Hospital Geral Central, e poderá dar o apoio que sempre deu a uma Maternidade. A nova construída no local certo em Coimbra, num polo de saúde com bom espaço, desafogado, saudável, sossegado, de fácil acesso e estacionamento. E sem ter de ter um heliporto no telhado!!

Por outro lado, o outro Hospital, o HUC, poderá voltar a funcionar com normalidade, sem os seus doentes e profissionais terem de estar constantemente a atravessar a ponte para irem aos Covões!

Esta é A Solução! Tão fácil que toda a gente vê, menos meia dúzia de coimbrinhas de Celas que não querem ver… porque têm o atávico preconceito que Coimbra é o burgo à volta da Universidade e o resto, o que vão perdendo de vista, é paisagem! E junto com eles há alguns outros… por razões particulares menos básicas

Mas com certeza que a cidade de Coimbra será mais do que estes poucos querem que seja. Espera-se!

(*) Cirurgião e Professor Universitário