Coimbra  28 de Novembro de 2021 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Cristina Antunes

Haverá recuperação se a conjuntura económica e política ajudar

26 de Novembro 2021

 

A Associação Empresarial de Cantanhede (AEC) está neste momento a executar alguns programas co-financiados, alguns deles contratados antes da pandemia covid-19, e realmente estes têm-se revelado muito úteis as empresas. Damos como exemplo o Programa FPME – Consultoria e Formação, que a AEC já o distribuiu por centenas de empresas da região Centro e Norte do país. Durante esta época pandémica, o programa ajudou muitas empresas na área digital, nomeadamente na reformulação dos seus sites, na redefinição/criação de lojas online, na criação de APP´s personalizadas para as empresas que conseguiram converter parte dos seus negócios em vendas online, e uma presença digital mais forte.

Temos também os habituais pacotes de formação modelar para empregados de empresas sócias, em que pela primeira vez foram ministrados cursos online (à distância) durante a época pandémica, o que fez com que os trabalhadores e as empresas tivessem contacto com outra realidade, que se revelou muito eficaz.

As actividades da AEC centraram-se fundamentalmente na formação/consultoria anteriormente referida e na divulgação e elaboração de candidaturas que foram lançadas ao abrigo da covid destinadas às empresas como: o ATIVAR, o +CO3SO (Criação de emprego e investimento), as linhas de apoio, entre tantos outros que foram lançados para as empresas e que estas ponderam contar com a ajuda da AEC.

A nossa perspectiva sobre o momento empresarial é alta, ou seja, ultrapassadas as dificuldades decorrentes da pandemia e tudo o que ela trouxe, nomeadamente os encerramentos temporários de alguns sectores, diminuição das exportações, entre outros, podemos dizer que é um momento de viragem, ou seja, as exportações estão a querer retomar o seu ritmo para valores anteriores à pandemia. Alguns negócios voltaram em força, nomeadamente na área da restauração. Houve até algumas áreas em que não houve nenhuma diminuição das vendas, muito pelo contrário tiveram um acréscimo.

Julgo que facilmente o país irá recuperar, se a conjuntura económica e política assim ajudar, nomeadamente o travamento do aumento dos combustíveis que está a dar que falar.

Os preços dos combustíveis não param de subir e a medida anunciada pelo Governo – em reduzir o Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) em um cêntimo no gasóleo e de dois cêntimos na gasolina, mantendo-se em vigor até ao final de Janeiro de 2022 – não parece aliviar as mais variadas actividades que garantem estar esmagadas pelos elevados custos. Em termos fiscais criará uma grande diferença, por exemplo entre Portugal e Espanha, e será Espanha quem mais ganhará em termos económicos. Esta situação é sem dúvida penalizante para Portugal e para as suas empresas. Este é uma preocupação neste momento para as nossas empresas.

(*) Presidente da Direcção da Associação Empresarial de Cantanhede