Coimbra  22 de Setembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Mário Martins

Fogo catastrófico: repto a um autarca

30 de Julho 2018

A tragédia de Pedrógão Grande aconteceu em Junho de 2017. Em Outubro realizavam-se eleições autárquicas.

Em Castanheira de Pera, o presidente da Câmara era do PS. Em Figueiró dos Vinhos, o presidente da Câmara era do PS. Em Pedrógão Grande, o presidente da Câmara era do PSD, mas já se tinha assumido como candidato à reeleição pelo PS.

O Governo era do PS.

Sempre entendi, pelo que me apercebi durante mês e meio de contacto directo com as consequências da tragédia, que os presidentes das três câmaras municipais estavam a ser demasiado dóceis com o Poder Central.

Aos presidentes das câmaras compete-lhes defender intransigentemente os interesses das respectivas populações e não serem meras correias de transmissão das decisões governamentais – muitas delas claramente más e desajustadas, por ignorância da realidade e por incompetência dos decisores.

O presidente da Câmara de Pedrógão Grande, anteontem, no semanário Expresso, confirma publicamente o que penso. Possui centenas de milhares de euros depositados no banco, quando deveria ter distribuído esse dinheiro pelas vítimas da tragédia.

Afirma estar à espera de instruções do Governo!!!

Senhor presidente, esse dinheiro foi doado para minorar os danos e o sofrimento de centenas de pessoas. Assuma-se, homem! O senhor vive num equívoco: o senhor representa a população, não representa o Governo.

Mostre o que vale, homem! Ou, então, demita-se.

 

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