Coimbra  21 de Julho de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Luís Santos

Estamos em campanha eleitoral

21 de Setembro 2017

A campanha eleitoral para as próximas eleições autárquicas iniciou-se terça-feira e decorre até dia 29, com o sufrágio a 01 de Outubro. Agora é tempo de arruadas, visitas a feiras e mercados, jantares de apoiantes, visitas ao maior número de agremiações… de promessas e mais promessas.

Durante três anos quase nada se passa e, a poucos meses das eleições, somos inundados pelas campanhas de divulgação da obra feita, com os autarcas a preferiram um “sprint” a uma corrida de fundo.

Para os que estiveram à frente dos executivos camarários ou das juntas de freguesia é tempo de serem avaliados pelos eleitores, no caso das recandidaturas, e de serem confrontados pelas críticas dos seus opositores eleitorais.

É, também, tempo de justificar o que não se conseguiu fazer e de prometer que agora é que vai ser. É altura de apresentar programas para eleitor ver e, na maioria dos casos, já não saber onde é que os guardámos para poder fazer o balanço daí a quatro anos.

Apesar de inúmeros assessores de comunicação contratados, quase todos se esquecem de uma regra tão simples e básica, na política: uma campanha começa no primeiro dia após o sufrágio, quer se esteja no poder ou na oposição.

Por outro lado, uma campanha faz-se para atrair os eleitores a votar e não para os afastar, o que o políticos têm feito muito bem, como se comprova pelos elevados níveis de abstenção.

Ir votar, ou ao futebol? As duas coisas são conciliáveis, mas muitos vão esquecer o dever cívico e preferem arejar. Depois andam quatro anos a dizer mal de tudo e de todos, quando não ajudaram a decidir quanto tiveram oportunidade para isso.

 

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