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João Pinho

Eleições autárquicas: Votemos, pela democracia!

28 de Setembro 2017

Estamos nas eleições autárquicas gerais relativas ao ciclo 2017-2021. As várias forças partidárias concorrentes ao acto já apresentaram as suas propostas, ideias, compromissos e acções. Os rostos, mais ou menos conhecidos, têm andado no terreno distribuindo programas e esclarecimentos, fomentando a proximidade entre eleitores e candidatos.

A democracia cumpre-se e aproxima-se o momento decisivo. Independentemente de quem venha a triunfar é importante que votemos de forma expressiva combatendo a assustadora abstenção. Que se consiga reverter o sucedido em 2013 no Município de Coimbra: apenas 49,38 por cento do eleitorado exerceu o seu direito pessoal e dever cívico.

Não é fácil, porém, motivar uma população que se sente desiludida a cada ano que passa com as políticas e com os políticos, muitos dos quais não passam de politiqueiros. São já em demasia os casos de ex-governantes com processos judiciais e em situação de detenção. A ideia generalizada, e cada vez mais confirmada, é a de que usam e abusam da política para atingir fins pessoais, alimentar clientelas e fomentar grupos de interesse.

Apesar desta doença de que padece o nosso Estado democrático não podemos demitir-nos das nossas funções. O povo é (ainda) quem mais ordena. Devemos pois votar, em consciência, analisando as propostas apresentadas, os argumentos de cada força concorrente, a capacidade e confiança de cada rosto.

Temos de optar pelo que nos parece ser o melhor caminho ou…o menos mau. Tendo, contudo, bem presente a frase de Ruy Barbosa, jurista e diplomata brasileiro: «Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles».

A continuarmos por este caminho, pouco faltará para que apenas votem os políticos, os amigos chegados e as respectivas famílias. E assim perverter-se-à o jogo democrático, o equilíbrio social, a salutar disputa partidária. Acatemos pois, a recomendação de Mahatma Gandhi, líder pacifista indiano assassinado por razões políticas que um dia escreveu: «O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente».

Votemos no presente, pelo futuro do nosso país e da nossa Democracia.

(*) Historiador e investigador

 

 

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