Coimbra  29 de Maio de 2024 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Amnistia Internacional

Dois minutos para os direitos humanos

3 de Novembro 2023

1. ISRAEL / TPO

Ao longo das últimas duas semanas e meia, assistimos ao conflito em Israel e nos Territórios Palestinianos Ocupados (TPO), a uma escala inimaginável. Mais de 6.546 pessoas foram mortas na Faixa de Gaza e pelo menos 1.400 em Israel, com milhares de feridos em cada lado. A Amnistia Internacional lança um apelo urgente a um cessar-fogo imediato por todas as partes para pôr termo ao sofrimento sem precedentes dos civis, instando ainda à sua protecção de ambos os lados e à libertação dos reféns.

2 . NIGÉRIA

Três anos após a violenta repressão das manifestações nacionais da #EndSARS, um movimento social contra a brutalidade policial na Nigéria, pelo menos 15 manifestantes permanecem detidos arbitrariamente desde 2020. A Amnistia Internacional considera que esta situação reflecte o desprezo das autoridades nigerianas pelos direitos humanos, já que estas pessoas estão detidas sem terem tido um julgamento e, algumas delas, foram mesmo sujeitas a tortura.

3. GLOBAL

A Amnistia Internacional alerta para consequências dos fenómenos climáticos extremos que afectam directamente os direitos humanos das populações a nível global. A organização sublinha que o impacto das alterações climáticas tende a atingir desproporcionalmente a população mais vulnerável, perpetuando e agravando situações de pobreza. Recorda ainda que o fracasso dos governos em actuar sobre as alterações climáticas pode ser a maior violação intergeracional dos direitos humanos na história.

4. MOÇAMBIQUE

O uso ilegal da força pela Polícia da República de Moçambique para reprimir as manifestações pacíficas que se seguiram às eleições autárquicas de 11 de Outubro, incluindo o assassinato de um jovem de 16 anos no município de Chiúre, constitui uma violação do Direito Internacional dos Direitos Humanos. O modo imprudente de actuação policial recorreu ainda ao uso desnecessário de gás lacrimogéneo e ao disparo de munições reais.

5. EMIRADOS ÁRABES UNIDOS

A Amnistia Internacional apela aos líderes mundiais para que instem os Emirados Árabes Unidos a libertar Ahmed Mansoor antes da conferência anual sobre o clima, a COP28. Ahmed Mansoor, que trabalhava para a promoção e protecção dos direitos humanos no seu país, está preso desde Março de 2017 devido ao exercício pacífico do seu direito à liberdade de expressão. As autoridades mantêm-no em isolamento, negando-lhe o acesso a livros, material de escrita e artigos de higiene básicos.