Coimbra  13 de Junho de 2021 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Américo Baptista dos Santos

Dia do Antigo Estudante de Coimbra: Ponto de vista para proposta de unidade (VI)

4 de Junho 2021

Estava longe de pensar receber tão variadas opiniões sobre o tema. Como estava longe de sentir o enormíssimo peso simbólico de tantos episódios, que marcaram a vida da nossa universidade, sob a perspetiva das pessoas que agiram para além dos seus interesses meramente pessoais, neste sentido de antigos estudantes, que não trataram apenas de si ou dos seus interesses escolares, mas se arrojaram em causas. Algumas delas antecedentes legítimos de avanços civilizacionais, muito para além da Vila Latina ou da Rua Larga.

Por aqui podemos avaliar a injustiça que representa o abandono que os poderes centrais vêm votando à nossa alma mater, como universidade com o seu sentido próprio de mãe criadora e alimentadora.

A emoção rouba sempre alguma coisa à razão, mas o sentido de pertença é tão universal, que emoção e razão se tornam confundíveis. É o sentido universal de pertença, neste afago que se sente, como se tivéssemos estado lá, mesmo sem nunca estar. E assim, sentindo as suas lágrimas como nossas. As suas alegrias como nossas. As suas angústias como nossas. De tal maneira que, mesmo no outono da existência, sentimos o alvoroço da juventude e o cheiro do futuro. Como reza a canção “chega a ter saudades dela quem nunca nela viveu”.

Não temos espaço para o texto que nos foi enviado sobre os antecedentes da Tomada da Bastilha. Iremos lá no tempo próprio, por falta de previsão no alinhamento inicial.

Datas como 1938 – adaptação do Claustro do Colégio Real de S. Paulo Apóstolo a sala de espectáculos da A.A.C, então com sede no Teatro Académico. A sua devolução e transferência para o Colégio da Trindade; o papel do Sousa Bastos (então Teatro D. Luís).

A esperança que resultou do projeto do arquiteto Bigaglia, aquando do reitor Adriano Machado e do ministro Emídio Navarro à sede da Rua do Padre António Vieira. Felizmente para além dos documentos ainda há viva alma que nos faz chegar, se não a precisão da história pelo menos a sua conformidade com uma versão da história. (Continua).

(*) Ex-Presidente da AAEC em Coimbra