Coimbra  27 de Outubro de 2021 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Américo Baptista dos Santos

Dia do Antigo Estudante de Coimbra: Ponto de vista para proposta de unidade (II)

23 de Abril 2021

Começo por me congratular com o facto da leitura da opinião ter gerado reparo. Concordo. De facto, Daniel Azenha, Presidente da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra, em 2019/2020 também se pronunciou (e antecipadamente).

Usando do mesmo critério, eis as suas palavras: “Desde o início que a AAC ficou reconhecida pela sua irreverencia, a quando em 1920, cerca de 40 estudantes invadiram a Torre Da Universidade e tomaram de assalto o antigo “Clube dos Lentes”, o Colégio de São Paulo Ermita, tornando-se esta a primeira sede oficial da Académica. Este episódio foi chamado de “Tomada da Bastilha” e ficou célebre pela postura de luta e de inconformidade que sempre caracterizou esta casa.

Durante a sua vida, esta AAC presenciou e deixou a sua marca em diversas lutas que mudaram para sempre o rumo e a história da Universidade, da cidade de Coimbra e de Portugal.

Um dos episódios mais marcantes da história ocorreu durante o Estado Novo, onde a AAC foi a principal reivindicadora da democracia, da liberdade, e ainda responsável pelas duas maiores crises do regime: a Crise Académica de 1962, aquando da realização do Encontro Nacional de Estudantes, e a Crise Académica de 1969, crise que fragilizou e feriu o regime do poder e que chegou a envolver a sociedade civil de Coimbra na luta estudantil, e que acabou por se tornar no maior comício antifascista antes do 25 de Abril, na final da Taça de Portugal no Jamor. Este episódio resultou na repreensão de estudantes por parte de forças policiais, e também na apresentação de propostas concretas para reformar o Ensino Superior Português.”

Concordo igualmente com outras observações, como seja o facto do Professor Manuel da Costa Andrade ser também antigo estudante de Coimbra. Aliás, todas as pessoas referidas, até agora, são antigos estudantes de Coimbra. Não admira, eram eles que comandavam a vida nacional. Na Presidência do Tribunal Constitucional, na Presidência da Fundação Calouste Gulbenkian, na Presidência dos Conselho de Ministros… Procuradoria Geral da Rpública, Presidência da República e por aí adiante.

Meu bom amigo Zé Veloso, ainda não é hoje que te dou a palavra. Estas são como as cerejas, como diz o povo. Temos tempo, companheiro!

(*) Ex-Presidente da AAEC em Coimbra