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Semanário no Papel - Diário Online

 

António Barreiros

Computador Quântico: o que vem aí?

23 de Setembro 2019

computador quantico

 

A Google, segundo informações “camufladas” e não muito divulgadas ainda, a que a NASA já fez referência, terá chegado a estudos e a exercícios revolucionários e prepara-se para, dentro em breve, apresentar o primeiro computador quântico, acessível aos utilizadores comuns.

Será, escrevem alguns jornais internacionais que tiveram acesso a alguma informação, uma revolução sem precedentes e o impacto nas nossas vidas e nalguns sectores será brutal/estrondoso.

A Google e outras grandes empresas, como IBM, Microsoft e Intel, além de startups de tecnologia, têm vindo a trabalhar para construir computadores quânticos, um novo tipo de computador baseado numa arquitectura totalmente diferente da dos computadores clássicos. Já existem, mas “gigantescos”, uma dúzia de computadores quânticos, mas guardados a sete chaves…

Para os leigos nesta matéria, em termos de funcionamento deixemos uma “janela” de conhecimento.

O essencial é o seguinte: os computadores clássicos são sistemas em que os problemas são abstraídos para um sistema de comutadores de duas posições chamados bits (uns e zeros) que interagem através das regras da lógica.

Os computadores quânticos, por sua vez. são baseados em bits quânticos, ou qubits, que também são comutadores de duas posições, mas eles interagem através das mesmas regras que as partículas subatômicas seguem, chamadas de mecânica quântica.

Essa arquitectura quântica, e teoricamente, permitiria que computadores quânticos resolvessem um conjunto de problemas que os computadores clássicos não conseguem em um período de tempo razoável – coisas como problemas de criptografia e modelagem de moléculas. Mas a dificuldade em manter o comportamento quântico dos qubits por um período utilizável, também chamado de tempo de coerência, impediu os pesquisadores de demonstrar qualquer tipo de aceleração quântica.

Traduzindo “por miúdos”: Essa aceleração dramática em relação a todos os algoritmos clássicos conhecidos fornece uma realização experimental da supremacia quântica numa tarefa computacional e anuncia o advento de um paradigma computacional há muito esperado. Para nosso conhecimento, esta experiência marca a primeira operação computacional que só pode ser realizada recorrendo a um processador quântico.

Este marco alcançado por esse(s) gigante(s) tecnológico(s) demonstra o seu investimento nesta área. A equipa de investigadores do Google está muito satisfeita com os resultados conseguidos e espera alcançar mais. Segundo eles, estamos perante um novo paradigma que irá revolucionar a ciência da computação. Para além disso, a computação quântica deverá evoluir a um nível avassalador, ultrapassando o dobro da escala exponencial da Lei de Moore.

O impacto deste marco ultrapassa a ciência da computação. Os computadores quânticos têm o potencial necessário para mudar outras áreas do saber. Apesar de ser um conceito complexo de entender, por enquanto…

O Financial Times relata ter visto uma publicação do Google que dizia que o processador quântico da empresa é capaz de realizar um cálculo “em três minutos e 20 segundos que levaria, com o computador clássico mais avançado de hoje, conhecido como Summit, aproximadamente 10 000 anos”.

O que vem aí vai ser estrondoso, do ponto de vista das novas tecnologias e, também, da evolução na computação, o que poderá ser um salto, diria um marco, para o futuro. E as aplicações em variados sectores?

Tenho vindo a escrever que a 4.ª Revolução Industrial – digital, robótica, das neurociências e a da ciência quântica – está em marcha e vai transformar/mudar o nosso futuro próximo.

Aí está o primeiro sinal. Vamos aguardar e ver o que nos trás este tempo das novas tecnologias…

 

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