Coimbra  20 de Julho de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Luís Santos

Com Grande Desaforo (CGD)

24 de Janeiro 2019

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) perdeu 1,2 mil milhões de euros em empréstimos de risco, entre 2000 e 2015, segundo uma auditoria feita pela EY, onde foram identificadas várias operações que não respeitaram as regras de concessão de crédito.

O impacto negativo no banco público foi superior, dado que a grande parte das perdas só foram reconhecidas nas contas a partir de 2016, no âmbito da recapitalização com dinheiros do Estado (que compromete os portugueses) que ascendeu a 4,9 mil milhões de euros.

O rol do desaforo inclui decisões contrárias a recomendações e pareceres técnicos internos sem a devida justificação, aquisição de activos acima do valor real que levaram ao reconhecimento posterior de perdas, ausência de monitorização, conflitos de interesses, falta de evidência de documentação no suporte à decisão.

O documento “queima” de tal maneira, que só foi conhecido ao ser revelado por Joana Amaral Dias, comentadora e ex-deputada do Bloco de Esquerda, depois de ter sido recusado ao Parlamento pelo banco do Estado e o próprio Governo (Ministério das Finanças) não o quer receber e “passa a boa”, alegando haver informação abrangida por sigilo bancário.

Em “negócios” de muitos milhões, quem se trama são os que pedem poucos “tostões”. E os nomes que estão na baila são os mesmo do costume, alguns que até recebem condecorações.

Enquanto isto tudo se passa, alega-se não haver euros suficientes para a Saúde, a Educação, a Justiça, a Segurança Social…

Porra!

 

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