Coimbra  22 de Setembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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António Barreiros

Coimbra: Dica à PSP e à Polícia Municipal

26 de Abril 2019

Largo-Portagem

Nas minhas deslocações regulares, a Coimbra, visitando ou reunindo com amigos, depois de anos de vivência pessoal, familiar e profissional nessa cidade, costumo dar um passeio – uma ou outra vez – pela “Baixa”.

Um destes dias, e por avaliar o número elevado de turistas no chamado “canal” – ruas de Ferreira Borges e de Visconde da Luz – fiz algumas “piscinas” nesse percurso, andando baixo e acima, no trajecto que vai da Portagem à praça de 08 de Maio.

Centenas e centenas de estrangeiros, entre, e principalmente, brasileiros, espanhóis e japoneses (talvez até chineses pela singularidade dos olhos em bico…) passeavam-se nesse pitoresco espaço citadino.

O que mais os encantava, ao nível das ditas ruas, como pode analisar, porque me detive por ali mais de uma hora, eram os músicos de rua – concertina, saxofone e violino – e um homem-estátua. Tiravam fotos e doavam qualquer coisita em donativo…

As lojas com produtos artesanais ou tipicamente portugueses um chamaril, também.

Mas o que me despertou a atenção, aqui e acolá, eram certas abordagens de jovens a alguns dos turistas. Especialmente a senhoras que se afastavam do grupo e caminhavam isoladas.

Afoito, abordei uma delas, por sinal – e por sorte – brasileira. Esclareceu-me, à minha interpelação, que os jovens lhe pediram dinheiro para uma peça de teatro.

De desconfiar, mas até poderia ser. E diziam-se, segundo ela, de uma escola de Coimbra.

Mal pergunto: uma escola da nossa cidade precisa de mandar os seus alunos para as ruas, a mendigarem ajuda?

O que mais me afrontou – e não percebi bem a “jogada” – foi dar conta nessas minhas “piscinas” de vaivém que um guia de um grupo de brasileiros se encontrou, em pleno largo da Portagem, com dois indivíduos de presença duvidosa, não só pela indumentária. mas, e também, pelo que foram trocando com o dito-cujo indivíduo…

Não vi um único polícia, apenas o que estava a prestar segurança à dependência, no largo da Portagem, do Banco de Portugal.

Sendo sabido que uma vasta zona, a da Universidade e, ainda, o trajecto, entre a “Alta” e a “Baixa”, tem um corrupio de turistas, porque não a presença da Polícia Municipal e, com maior propriedade, a de brigadas da PSP, à paisana, para toparem estes “artistas” que incomodam e podem ser um infeliz “cartão de visita” a quem nos visita?

Quer um e outro Comando, de uma e de outra força policial, não pode deixar de ter esta “dica” fora do baralho da sua actuação e presença… A segurança, em abono do turismo que nos faz crescer economicamente, em termos nacionais e locais, tem de se ser uma aposta.

Fica o recado e fica o reparo.

 

 

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