Coimbra  16 de Junho de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Rui Avelar

CMC: Estranha demora, sem que tudo seja linear

19 de Março 2017

Ou o director do Departamento Financeiro da Câmara de Coimbra, Mário Gaspar, não consegue fazer-se entender ou há uma área sob a sua alçada a funcionar «à rédea solta».

O técnico superior camarário Nuno Vicente, que acaba de ver gorar-se a sua expectativa de ser nomeado para chefiar a Divisão de Desporto, atribui a Mário Gaspar a autoria de uma informação, datada de Agosto de 2014, mas o referido director diz que, em meados daquele ano, agiu de modo diferente.

A avaliar por uma informação de Vicente, a que o “Campeão” teve acesso, Gaspar redigiu, a 11 de Agosto de 2014, uma informação a indicar que para a autarquia efectuar determinado pagamento “apenas seria necessária a confirmação da factura para [se] desbloquear a situação”.

Por outro lado, o chefe de divisão António Carvalho, na dependência de Gaspar, considerou indispensável a ida do assunto a reunião de Câmara para se proceder a pagamento por se tratar de um apoio (à Secção de Judo da Associação Académica de Coimbra).

Segundo Vicente, o dossiê voltou a ser sujeito a tramitação, a partir da segunda quinzena de Setembro de 2014. Porém, volvidos 28 meses, foi elaborado novo documento para resolução da situação, “ao que foi respondido, pelo director do Departamento Financeiro, que seria necessária a ida [do assunto] a reunião de Câmara” na medida em que se trata de um apoio.

De acordo com o sobredito técnico superior, esta posição de Gaspar despontou depois de mais de dois anos; mas o referido director escreveu ao vereador Carlos Cidade invocando “a manutenção” de uma posição que ele situa em meados de Junho de 2014.

Diz o director do Departamento Financeiro da CMC ter proferido, há perto de três anos, o seguinte despacho: “o pagamento da factura (…) está pendente da (re)constituição do processo de despesa, incluindo a deliberação” camarária, do anterior mandato, “relativa à concessão do presente apoio”.

Segundo Vicente, em meados de Setembro de 2013 (anterior mandato autárquico), foi feita uma “informação de aquisição de serviços” para satisfação de uma pretensão da Secção de Judo da AAC, despachada pelo então vereador Luís Providência, que remeteu o dossiê para António Carvalho.

Que os lapsos acontecem sabemos todos. O arrastamento do assunto, há três anos e meio, avultando o detalhe de ter tido início na vigência do anterior mandato autárquico, é um aspecto que remete para o domínio da estranheza.

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com