Coimbra  1 de Março de 2021 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Mário Miguel Ferreira Nicolau

Assim se mascara a inépcia em Taveiro, Ameal e Arzila

4 de Fevereiro 2021

Segundo alguns manuais da prática política a crítica em excesso passa para a opinião pública uma imagem agressiva, de alguém mais preocupado com o passado, que para o eleitor faz parte da história, em vez do futuro imediato, que é onde este foca o seu interesse.

Isto não significa que se devam evitar críticas, considerando-se que a melhor crítica é aquela que se refere a problemas não resolvidos da realidade das pessoas e que elas consideram prioritários, principalmente quando o atual governante prometeu resolvê-los.

A crítica deve ser graduada desde a posição de equilíbrio (“o que foi bem feito será mantido e continuado…”) até o limite da indignação.

Ora, no caso da União de Freguesias de Taveiro, Ameal e Arzila a conduta de Jorge Mendes ultrapassa o “tal” limite da indignação, não sendo, por isso, possível uma alteração do tom agressivo de qualquer posição pública sobre as iniciativas ou medidas avulsas que assume ou divulga.

E não se pense que o passado tem pouca importância em termos de futuro da UF Taveiro, Ameal e Arzila, já que o cinzentismo e o “nivelar por baixo” dos últimos anos, aliados à falta de criatividade e de medidas adaptadas ao nosso tempo, condicionam esse mesmo futuro.

A situação que vivemos, provocada pela pandemia, é eloquente sobre a forma de actuar de Jorge Mendes que desde o início do drama em que estamos mergulhados, reagiu em vez de agir, aproveitando iniciativas da Câmara Municipal de Coimbra em proveito próprio e manipulando os recursos que tem à disposição para uma inaceitável campanha antes do tempo.

As tarjas com avisos à população – marcadas por um discurso autoritário e com um número errado do serviço público a contactar, num dos casos – são exemplo da “acção” de Jorge Mendes que face à estratégia do costume, até agradece o actual confinamento, pois deste modo ninguém “pede contas” sobre a acção e/ou falta dela e as condições são ideais para acumular “argumentos” para o desafio eleitoral.

Recorde-se, já agora, que, na primeiro confinamento, foi a chamada sociedade civil que se mobilizou para apoiar a população sénior!

Neste ponto, convém sublinhar o necessário respeito pelo decoro que os políticos de mérito incluem no manual de campanha, mas que neste território não passa de uma miragem.

Curioso é perceber onde será aplicado na próxima campanha eleitoral o “alcatrão do costume” ou qual o local ou locais escolhidos para as obras de fachada, tendo em conta que a Câmara Municipal de Coimbra, pelas muitas obras em curso e outras já concluídas, esvaziou a lista do representante da CDU!

Consciente desta (para ele, dura) realidade, do cansaço dos concidadãos e de tudo o que NÃO FEZ durante o mandato que agora caminha para o fim, Jorge Mendes assinou mais um exemplo da campanha vergonhosa a que já nos habituou.

Lembrou-se, agora, de enviar máscara devidamente identificadas… para que não restem dúvidas.

A saúde pública agradece.

A nossa inteligência NÃO!

(*) Taveiro