Coimbra  23 de Julho de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

António Barreiros

As refeições dos bombeiros: aqui há gato…

5 de Fevereiro 2019

O país, este nosso, continua a fazer da maioria de nós, de parvos.

Estou, e quase sempre atento, ao que se passa, a todos os níveis, da vida de Portugal.

Este caso das refeições dos bombeiros, dos grandes incêndios do Verão de 2017, na região Centro, que e como é tradição, acabam por produzir inquéritos sem resultados palpáveis, esconde, no meu modo de ver, uma situação mais grave se, e como manda a lei, venha a ser escrutinado e averiguado, devidamente.

Se o for, o problema é mais sério e vai trazer mais “ingredientes” para o que, agora, passado mais de um ano, volta à ribalta das notícias.

Como se sabe, o fornecimento de refeições aos bombeiros, nessa altura, acabou na inquirição por parte da ANPC/Autoridade Nacional de Protecção Civil dos factos, numa resposta ao caso, por banda do MAI.

A Liga dos Bombeiros contestou e continua a fazê-lo por – referiu Marta Soares – a entidade que promoveu o inquérito ser a mesma que procedeu ao pagamento das ditas cujas refeições.

Tudo tratado como é norma no país…

Mas adianto um “trunfo” que pode ser mais um factor a merecer investigação para esta situação que envolve verbas públicas, logo nossas, e que acabaram por ser desbaratadas por terem sido somadas a duplicar, quanto ao pagamento das citadas refeições.

Não se esqueçam – lembro-me e não só – que, e por ocasião desses fogos, a Marinha Portuguesa, por decisão do então CEMA/Chefe do Estado Maior desse ramo das Forças Armadas, o almirante A. Silva Ribeiro, determinou que seguissem para o terreno, em duas frentes distintas, duas cozinhas de campanha para fornecer refeições aos bombeiros.

O próprio CEMA deslocou-se ao local para avaliar da funcionalidade e da forma como estavam a ser servidos os bombeiros. E, segundo fomos vendo nas TV´s e lendo nos jornais, tudo esteve à altura das necessidades dos “soldados da paz”.

Fica a pergunta: afinal quem embolsou alguns milhares à custa desta tramóia que, afinal, e durante alguns dias, nem teve custos, porque a Marinha serviu as refeições aos bombeiros?

É de investigar melhor para apurar o destino deste pagamento.

O país não pode continuar a assistir a tanta “bandalheira” que prejudica o Estado, ou seja, todos os portugueses.

Fica este tópico, para que conste…

 

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