Coimbra  17 de Junho de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Rui Alírio

Ano Novo, vida nova – 2019 promete…

11 de Janeiro 2019

Na entrada de um novo ano, é costume dizer-se, Ano Novo, vida nova.

Estou convicto que 2019 não vai ser excepção de uma regra que nem sempre se cumpre.

Mas os desafios existem. E Portugal, estou certo, irá continuar o seu percurso de encontro ao futuro, onde o desafio maior de uma independência social e cívica tem que ser meta a atingir com um reforço cada vez mais necessário na concretização de uma ambição estratégica, para que possamos sentir o pulsar das competências e a sua valorização num ambiente de colaboração que faça a diferença.

Conhecimento, inovação e desenvolvimento são pontos obrigatórios da agenda em 2019.

Principais apostas que desafiam 2019:

1 – APOSTA NO TERRITÓRIO POR INTEIRO – Portugal tem em si mesmo a oportunidade ímpar de fazer valer as suas cidades pequenas e médias. Que se aposte na sustentabilidade ambiental; que se aposte na qualidade; que se aposte no empreendedorismo; que se faça e se deixe fazer!

Que se aposte em cidades com menos “catedrais de consumo”, vulgo shopping centers.

Que se aposte num plano estratégico de acção que conduza à modernidade. Que se aposte no interior com vontade, seja com programas como o Valorizar, o Revive ou outros, mas faça-se.

2 – APOSTA NA INCLUSÃO SOCIAL – Um país progressista, desenvolvido e moderno, tem que incorporar de forma digna e pela positiva todos os seus concidadãos. A coesão social tem que ser a resultante de um esforço geral que possibilite a participação de Todos. Em casa, na escola, seja de forma simples ou profundamente pedagógica, a integração dos menos favorecidos ou menos incluídos tem que ser um ditame aplicado. Uma estratégia programática para a integração social tem que ser uma integração plena.

3 – APOSTA NO DESENVOLVIMENTO – O ambiente de desenvolvimento nacional já faz parte do nosso quotidiano e os apelos existem e proliferam. Um programa para o desenvolvimento e competitividade tem de induzir à tecnologia, à inovação, à criação, a novos produtos e serviços, com uma efectiva operacionalização em plataformas de produção moderna, mas também numa crescente criação e participação em redes internacionais que permitam colocar novos produtos e serviços, incorporando valor.

4 – APOSTA NA EMANCIPAÇÃO CÍVICA – Já é tempo de convictamente sermos participantes activos, fazermos parte das acções, estando, participando, colaborando, de preferência de forma construtiva. Isso é também sermos europeus. Essa é também uma marca identitária duma Europa diversa por forma a dar corpo ao “sonho europeu”! Esse é o caminho da nova fase de integração europeia.

5 – APOSTA NA RAIZ CULTURAL – O nosso país tem uma dimensão cultural ímpar. É a sua língua singular, é a sua história marcante, é a sua marca intemporal, é a nossa adaptação de sempre a “novos mundos”, é o nosso potencial endógeno. Portugal tem na sua cultura um activo enorme. Uma agenda cultural internacional tem que ser fortemente dinamizada. Que se mostre e se dê a “consumir” tudo o que temos e que somos. Esse valor vai fazer toda a diferença.

6 – APOSTA NA SAÚDE – Não é uma banalidade, é um imperativo que urge. Sem saúde bem tratada, não há educação, não há justiça, não há…, não há futuro. Dizia António Arnaut – “O SNS é do povo, é uma exigência ética da civilização.” Que se não percam tão doutas palavras!

Que se aposte numa mudança do quadro mental (mindset). Claro que as mentalidades mais facilmente mudarão se as coisas correrem bem.

Enfim, que se aposte nas pessoas. E assim, mesmo que tudo fique na mesma, pode ser que nada fique como dantes.

Bom e Feliz 2019!

(*) Gestor/investigador

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