Coimbra  21 de Julho de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Luís Santos

Ângulo inverso: Saúde financeira e a outra…

28 de Junho 2019

Saúde hospitais

O ministro das Finanças regozijou-se com o facto de Portugal ter registado um excedente orçamental de 0,4 por cento do PIB até Março, face ao défice de um por cento no período homólogo. Isto significa que Mário Centeno está a tratar bem da saúde financeira do país, perante o exterior, e a controlar a despesa interna.

Estamos a quatro meses de eleições e não deixa de ser curioso que o ministro tenha sentido a necessidade de vir dizer que o Estado tem, hoje, mais recursos afectos ao Serviço Nacional de Saúde.

Perante esta afirmação só podemos concluir que ainda são escassos, ou estão a ser mal geridos. Eis algumas situações, apontadas pelo Sindicato Independente dos Médicos, relativamente ao Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC):

“Só neste mês de Junho terão sido fechados 19 salas de bloco operatório no Hospital Pediátrico, com a consequente desmarcação e adiamento/envio para hospitais particulares, das cirurgias agendadas para esses tempos cirúrgicos;
No pólo Hospital Geral (Covões) não estarão a ser feitas endoscopias desde Agosto de 2018;

No pólo HUC informações não oficiais apontam para mais de 6 200 exames endoscópicos em atraso (dois terços dos quais colonoscopias)”.

É caso para parafrasear o Presidente da República: Não há bela sem senão”.

 

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