Coimbra  26 de Junho de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Luís Santos

Ângulo inverso: Quando diminui… aumenta

6 de Junho 2019

Escolas

 

A crise demográfica e a quebra de natalidade nos tempos da crise económica voltaram a fazer-se sentir nas salas de aula. As escolas portuguesas perderam mais de 25 000 alunos no passado ano lectivo, quando comparado com o anterior, sendo o pré-escolar o nível de ensino mais afectado.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação, o destaque vai para o pré-escolar que perdeu quase 15 000 crianças, o que vai reflectir-se nos próximos anos nos graus seguintes, até ao ensino superior.

No 1.º ciclo, as escolas perderam cerca de 4 000 crianças, no 2.º ciclo registou-se uma diminuição de mais de 5 500 alunos e no 5.º e 6.º anos de escolaridade houve menos 2,5 por cento de alunos, percentagem que foi de 1,2 por cento no 3.º ciclo. Apenas no ensino secundário o número de alunos aumentou 1 225 alunos.

Outros dados significativos mostram que também houve mais alunos (acima de 2 000) a optar pelos cursos profissionais e em 2017/18 mais de 85 000 adultos frequentaram as modalidades de educação e formação, o que representa um aumento de quase 11 por cento.

O interessante é verificar que mesmo com a redução global de 25 000 alunos, o Ministério da Educação reforçou a rede pública com mais 2 000 professores em relação ao ano anterior.

Pergunta-se: Não irá haver sobrelotação de professores? A resposta pode estar aqui: Segundo dados da (Fenprof) estarão de baixa médica cerca de 12 000 docentes do quadro e a tutela vai diminuir o número de alunos por turma.

 

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