Coimbra  22 de Setembro de 2021 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Luís Santos

Ângulo Inverso: Em que “guerra” é que estamos?

16 de Julho 2021

A pandemia provocada pelo novo coronavírus já fez mais de 4 milhões de mortos em todo o mundo, desde que foi notificado o primeiro caso na China no final de 2019, e o número de pessoas infectadas ascende a 186,7 milhões. Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afectado, com um total de 607.156 mortes, seguindo-se o Brasil, com 533.488 mortes, a Índia, com 408.764 mortes, o México, com 234.969 mortes e o Peru com 194.387 mortes.

Mas o mundo não está apenas em “guerra” contra o covid-19. Pelo menos 45 pessoas morreram em acções de violência e pilhagem que afectam as províncias de Gauteng e KwaZulu-Natal, na África do Suln.

Em Cuba, mais de 100 pessoas foram detidas, após as manifestações de domingo, incluindo alguns dos mais destacados nomes dos movimentos dissidentes de Havana, de acordo com várias fontes. Desesperados com a crise económica no país, agravada pela pandemia de covid-19, milhares de cubanos manifestaram-se no domingo em dezenas de cidades e vilas, gritando “Liberdade!” e “Abaixo a ditadura!”.

No Haiti, em Porto Príncipe, três políticos disputam o poder, depois do assassínio do Presidente, Jovenel Moise. O Senado haitiano nomeou Joseph Lambert, actual chefe da Câmara Alta, como presidente interino do Haiti e negou a autoridade de Claude Joseph, que se encontra no poder quando Jovenel Moise foi assassinado.

Podemos somar a isto Moçambique (Cabo Delgado), o sul do Sudão, a guerra em Darfur, na Somália, os conflitos armados em Myanmar, a guerra no Afeganistão, o conflito em Caxemira, a guerra israelo-palestino, a guerra civil na Síria, o conflito curdo-iraniano…