Coimbra  17 de Novembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Luís Santos

Ângulo Inverso: Devagar… devagarinho

1 de Novembro 2019

Leslie tempestade

 

Passaram-se dois anos sobre os trágicos incêndios de Junho e Outubro de 2017. Passou um ano sobre a tempestade Leslie. A região Centro foi intensamente atingida, do litoral ao interior, e os prejuízos atingiram centenas de milhões de euros.

Nas informações que diariamente nos chegam dos município desta região abundam, ainda, e principalmente agora, a recuperação do que foi destruído. A razão para tamanha delonga é atribuída ao Governo.

“Não é certo e é injusto que, decorrido este tempo, não tenha sido disponibilizado o dinheiro que foi alocado” para as “intervenções de emergência” impostas pela passagem do furacão Leslie por Portugal, declarou, este mês, Manuel Machado, como presidente da Associação Nacional de Municípios.

“Passaram dois anos e nada aconteceu”, lamentou, esta semana, o presidente da Câmara de Pampilhosa da Serra, falando sobre a evolução do projecto-piloto de reflorestação das áreas ardidas com espécies autóctones, prometido pelo Governo após a primeira tragédia que ocorreu em Pedrógão Grande e concelhos vizinhos, em 17 de Junho de 2017, em que morreram 66 pessoas.

Recentemente, as empresas reclamaram por terem cessado os programas de ajuda para apoio à mão-de-obra nas áreas afectadas pelos incêndios, antes do tempo anunciado, e parece que irão ser repostos.

Todas estas situações demonstram que as palavras “leva-as o vento” e que de intenções está o “Inferno cheio”. Quando se trata de aplicar no país dinheiro que vem de Lisboa, a regra que se aplica não é “devagar se vai ao longe”, mas “devagar… devagarinho” e “logo se vê”.

 

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