Coimbra  21 de Setembro de 2021 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Luís Santos

Ângulo Inverso: Como vai o estado da remodel(n)ação

30 de Julho 2021

Com a remodelação do Governo em “banho maria”, embora alguns a defendam para refrescar algumas áreas antes das próximas eleições autárquicas e não penalizar tanto os candidatos do PS, esteve em discussão o estado da nação.

O verdadeiro estado do país é que mais 400 mil novos pobres passaram a viver com menos de 508 euros por mês, segundo um estudo da Universidade Católica, com um aumento da taxa de pobreza em quase 25%. Quem caiu mais fundo no elevador social, afinal, foram os mais pobres de entre os pobres portugueses, que ficaram praticamente sem um quinto dos rendimentos que tinham.

Na Assembleia da República o alvo foi o Governo. Para o PSD, o Executivo já entregou uma “bazuca” de dinheiro (12 mil milhões de euros) dos contribuintes à TAP, Novo Banco e EDP e falta apoiar as pequenas e médias empresas, que são o grosso do tecido empresarial. Resposta do primeiro-ministro: “Recomendo também, para além das férias, que arranje um intervalinho para ler o PRR e quando voltar em Setembro já saberá do que esta a falar”.

O PCP ficou-se pela exigência de aumentos salariais e melhorias nas carreiras dos trabalhadores da Administração Pública, enquanto o BE lamentou que só agora o Governo se proponha cumprir uma matéria negociada com os bloquistas em 2019 relativa à contratação de profissionais de saúde.

Em conclusão, Catarina Martins rematou: “Uma resposta tímida não vence a crise e a primeira lição da pandemia é que uma governação de curto prazo não responde à mais longa pandemia das nossas vidas”.

António Costa replicou a todos que a descida na taxa de desemprego para 7,1% e as medidas de apoio social durante a pandemia são exemplos da resposta dada pelo Governo. Falta saber se os ministros do Ambiente, da Administração Interna, da Segurança Social e da Saúde não vão aumentar o número de desempregados…