Coimbra  12 de Dezembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Zeca Afonso é evocado em jantar-concerto na Lousã

21 de Fevereiro 2019

À semelhança de anos anteriores, a Lousã vai celebrar José Afonso e a sua obra, sexta-feira (19h30), com um jantar-concerto no qual estão inscritas mais de 50 pessoas.
O encontro realiza-se no restaurante Portas Largas, em frente à EDP, com uma sala inteiramente reservada para o efeito, e conta com a participação dos músicos João Queirós, Arménio Santa, António Santos Simões e Luís Garção, além da poetisa peruana Julia Wong, que se desloca expressamente à Lousã para intervir na evocação do autor de “Grândola, vila morena”.
Tida como festa da fraternidade, a celebração inclui música ao vivo, poesia e intervenções.
José Afonso (Zeca) morreu em Setúbal, há 32 anos, a 23 de fevereiro de 1987.
Em Coimbra, onde estudou, em meados do século XX, Zeca fez muitos amigos entre os opositores à ditadura de Salazar, como o médico Manuel Louzã Henriques, oriundo da serra da Lousã, então jovem estudante universitário e membro da «república» Palácio da Loucura.
“Cabe-nos a alegria, mas também a enorme responsabilidade cívica, de demonstrarmos ao mundo que Zeca Afonso continua bem vivo, 32 anos após o seu desaparecimento físico”, referem os organizadores do evento.
Associam-se ao programa as cooperativas culturais Trevim e Arte-Via, bem como a Liga de Amigos do Museu Etnográfico de Louzã Henriques. Mais uma vez, a organização conta com o apoio do Jornal Trevim e de vários seguidores da obra de José Afonso.
“Querem melhor panteão para Zeca, nacional e tão cristalino, do que a alma do povo português, onde homem e obra habitarão para sempre?”, concluem os promotores da evocação.

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