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Voluntários de Condeixa celebram 40 anos mas ainda sem quartel à vista

1 de Dezembro 2017

Hoje o dia é de festa para a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Condeixa-a-Nova (AHBVC), que festejam 40 anos ao serviço da população.

Com um ano muito complicado em termos de ocorrências, nomeadamente ao nível dos incêndios, o corpo activo, a Direcção, sócios e amigos juntam-se para celebrar o espírito de “ser bombeiro” e o trabalho incansável dos “soldados da paz”.

O programa das comemorações teve início pelas 08h00, com o hastear da bandeira, seguindo-se a tradicional romagem aos cemitérios, 15 minutos depois. Às 09h30 realiza-se a missa e pelas 10h45, toda a Associação e corpo activo recebem as entidades oficiais e convidados, onde se inclui o presidente da Câmara Municipal, Nuno Moita. A sessão solene começa pelas 11h30, na qual serão condecorados dois bombeiros com a medalha de prata (25 anos de serviço), bem como será atribuída a medalha de mérito grau ouro a um empresário e uma empresa do concelho.

E porque o trabalho, o treino e a formação devem ser contínuos e permanentes, bem como a consciência das populações sobre o que fazem, de facto, os bombeiros, depois do almoço, a partir das 16h00, realiza-se um ‘exercício operacional’, que irá abranger as áreas de emergência pré-hospitalar, salvamento e desencarceramento, salvamento em grande ângulo e incêndios urbanos e industriais.

O corpo activo, constituído por cerca de 120 operacionais, auxiliados por 32 viaturas, irá presenciar, neste dia, a bênção de dois carros que irão entrar ao serviço: uma cisterna recuperada com capacidade para 35 000 litros, oferecida por uma empresa do concelho, e uma viatura de transporte de doentes, em parte financiada por uma associação.

A promessa de um novo quartel para o corpo activo tornou-se mais real no passado mês de Julho, com o lançamento da primeira pedra, contudo, até hoje, “não foi possível dar seguimento a este sonho”, afirma Gustavo Santos, presidente da AHBVC, adiantando que foi apenas assinado um acordo de intenções com a autarquia condeixense e não o protocolo oficial, que na altura prometia à Associação 20 000 euros mensais.

Gustavo Santos estava esperançoso de que as obras pudessem começar no dia do aniversário, mas tal não será possível. “Um dos sonhos está cumprido, que foi a compra do terreno, agora falta o quartel, que é uma necessidade presente e futura dos bombeiros”, explicou.

Nestes 40 anos, o presidente da AHBVC, salienta o “bom posicionamento da Associação, quer a nível distrital como nacional, com bons voluntários e profissionais, bem como com bons equipamentos, que dão as respostas necessárias à população que serve”.

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