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Universidade de Coimbra defende ligação directa de autocarro entre pólos I e II

12 de Abril 2024 Jornal Campeão: Universidade de Coimbra defende ligação directa de autocarro entre pólos I e II

A Universidade de Coimbra (UC) defende uma ligação directa de autocarro entre os pólos I e II da instituição, com a criação de um parque periférico no Pinhal de Marrocos, afirmou à agência Lusa o vice-reitor Alfredo Dias.

O período de discussão pública do estudo prévio da Câmara de Coimbra para a requalificação urbana da Alta Universitária, Pólo I da UC, terminou na quinta-feira, com o documento a propor uma redução significativa de estacionamento na zona, reformulação da circulação automóvel e que todo o estacionamento que persista passe a ser pago.

Uma das medidas que a UC propõe seria a de criar uma ligação directa de autocarro entre o Pólo I e Pólo II, apenas com uma paragem no percurso para ligação ao Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), que deverá estar a funcionar no final de 2025, mas cujo traçado não tem qualquer ligação a nenhum destes dois polos universitários.

Segundo Alfredo Dias, poderia ser criado um parque periférico no Pólo II (Pinhal de Marrocos), servindo as pessoas que vêm da zona da Lousã, Miranda do Corvo e Ceira e que trabalham ou estudam na zona da Alta universitária.

Por outro lado, na ida, os autocarros poderiam dar resposta aos muitos alunos que estudam no Pólo II mas que vivem na Alta.

Segundo o vice-reitor, a linha poderia ser feita em mini-autocarros, tal como na Ecovia (parques periféricos).

Relativamente ao estudo prévio, Alfredo Dias considera que a proposta da Câmara tem uma “base boa”, mas com “muitas coisas para serem melhoradas”.

Questionado pela Lusa, o vice-reitor admitiu que preferia “não ver carros” no largo da Porta Férrea.

Alfredo Dias considerou ainda que a UC defende que a Rua Larga deve continuar a ser o ponto de chegada à Alta (no estudo prévio é proposta a mudança da paragem dos transportes públicos, mas a vereadora com a pasta do urbanismo de Câmara de Coimbra, Ana Bastos, também já admitiu que se poderia manter o actual local).

Na terça-feira, houve uma sessão de discussão pública do estudo na UC, onde foram defendidas, entre outras questões, a construção de escadas rolantes junto às Monumentais e a inclusão do Jardim da Sereia no estudo.

Vários arquitectos criticaram o estudo por prever a plantação de árvores no Largo D. Dinis, Rua Larga e largo da Porta Férrea, considerando que, em alguns dos casos, a proposta “tapa a monumentalidade” dos edifícios construídos durante o Estado Novo e não permite a sua leitura, tal como desenhada e pensada na altura.

Foi também defendida a manutenção do plano de pormenor do arquitecto Gonçalo Byrne, elaborado há cerca de 20 anos, mas que a vereadora Ana Bastos considerou estar “desactualizado”, apesar de sublinhar que o estudo prévio teve como base esse projecto.

No plano de Gonçalo Byrne, era proposto um estacionamento subterrâneo debaixo do Largo D. Dinis, quando a proposta do município se centra em retirar carros da Alta.