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“Uma Faixa, Uma Rota” vai intensificar interconexão na próxima década

23 de Outubro 2023

No recém-concluído Terceiro Fórum da Cimeira de Cooperação Internacional “Uma Faixa, Uma Rota”, o Primeiro-Ministro húngaro, Viktor Orban, elogiou a construção da linha férrea húngaro-sérvia. E apelou à Europa e ao mundo para procurarem novas oportunidades de conectividade, sublinhando que isso permitirá à Europa recuperar a sua competitividade.

A conectividade mencionada pelo Primeiro-Ministro Orban é a linha principal contruída no âmbito de “Uma Faixa, Uma Rota” e também a palavra-chave do Fórum da Cimeira deste ano. O Presidente chinês Xi Jinping, no seu discurso de abertura do Fórum (no dia 18), anunciou oito acções de apoio à co-construção de alta qualidade no âmbito esta iniciativa. A primeira dessas acções é “construir uma rede tridimensional de interconexões”. Isto mostra que a conetividade continuará a ser uma área prioritária para esta iniciativa.

Segundo o Presidente chinês, na próxima fase, além da interconexão de infraestruturas, conhecida como conectividade dura, o acoplamento de regulamentos e padrões, chamado conectividade suave, e o entendimento entre os povos, também serão muitos importantes.

A chamada “tridimensionalidade” refere-se ao facto de a conetividade não se limitar às três dimensões do mar, da terra e do ar, mas incluir também uma variedade de domínios, como a conectividade digital em rede, a conectividade financeira e a conectividade de comunicação e posicionamento por satélite.

De acordo com a declaração presidencial emitida pelo Fórum, o próximo passo será continuar a promover a “conetividade dura” nas infra-estruturas, a “conetividade suave” nas regras e normas e a “conetividade afectiva” entre os povos de todos os países.

No que diz respeito à “conetividade dura”, a China apresentou iniciativas de desenvolvimento claras e pragmáticas, incluindo a aceleração do desenvolvimento dos comboios de linha China-Europa e a colaboração com todas as partes para construir novos corredores logísticos no continente euro-asiático, com o apoio do transporte ferroviário e rodoviário direto.

Se, nos últimos 10 anos, a construção da “conetividade dura” se centrou, principalmente, em estradas e pontes, no futuro centrar-se-á mais em “novos canais”. Por exemplo, Xi Jinping anunciou a construção de um “novo corredor logístico no continente Ásia-Europa”. Ou seja, além das vias férreas, poderá haver mais estradas que ligarão a China e os países europeus.

A conectividade suave também obteve resultados importantes. No final de junho deste ano, a China já tinha assinado 107 acordos de cooperação de padronização com 65 organismos de diferentes países.

Durante o fórum, a China anunciou igualmente que continuará a promover projectos de referência e que implementará mil pequenos projectos para o bem-estar das populações, como redes de água e de eletricidades, escolas e hospitais. Estes projecãotos vão promover o entendimento entre o povo chinês e os povos de outros países, e consolidar a base para o desenvolvimento da iniciativa “uma Faixa, Uma Rota”.

Vale a pena mencionar que, no Fórum deste ano, a parte chinesa também sublinhou a necessidade de “expandir novas áreas de cooperação”, como a saúde, o verde, o digital, a inovação.

Após uma década de evolução, a iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” entrou numa fase de desenvolvimento de alta qualidade. A construção da rede tridimensional da interconexão vai promover uma melhor integração dos países na cadeia de abastecimento global, na cadeia industrial e na cadeia de valor, e proporcionar um desenvolvimento comum.

Como afirmou o Conselheiro Principal das Nações Unidas, Haroon Sharif, a Iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” desempenhará um papel catalisador na recuperação da economia mundial e a História recordará a forma como beneficiou os povos de todos os países.