Coimbra  11 de Novembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Uma das complicações da diabetes debatida em Coimbra

8 de Setembro 2017

Coimbra vai acolher, entre 09 e 11 de Setembro, uma sessão científica destinada a debater uma das
principais complicações da diabetes, a neuropatia diabética, soube o “Campeão”.
O evento, a efectuar no hotel de Vila Galé, consiste no XXVII Encontro Anual do Grupo de Estudo
Europeu de Neuropatia Diabética.
A maleita, uma das mais comuns complicações da diabetes mellitus, provoca, frequentemente, dor
crónica. Estima-se que 85 por cento das amputações a que são sujeitos pacientes diabéticos estão
relacionadas com a neuropatia.
Esta doença atinge o sistema nervoso periférico, provocando alterações da sensibilidade e dor na
maior parte dos casos, podendo, noutros, ter como consequência a necessidade de amputação dos
membros.
Inserido no Congresso da European Association for the Study of Diabetes (EASD), o
NEURODIAB 2017 tem como principal objectivo promover o avanço do conhecimento sobre a
neuropatia diabética, através de cooperação activa entre especialistas de várias áreas, tais como
endocrinologistas, neurologistas, neurofisiologistas, nefrologistas e gastrenterologistas.
O diagnóstico da neuropatia diabética passa pela caracterização de um quadro clínico, com os sinais
e sintomas mais típicos, e pela realização de testes neurológicos. Trata-se de um doença que se
manifesta através de sintomas como dormência ou sensação de queimadura nos membros inferiores,
formigueiro, pontadas, choques, agulhadas nas pernas e pés, desconforto ou dor e perda da
sensibilidade táctil.
Segundo o endocrinologista José Luiz Medina, a neuropatia diabética é “uma complicação que
evolui de forma traiçoeira, durante algum tempo sem sintomas ou sinais, mas que pode ser geradora
de grande sofrimento para as pessoas com diabetes”.
A neuropatia diabética é uma das causas mais comuns de dor neuropática, a qual se reflecte na
destruição progressiva dos nervos do corpo.
Lançado em 2015, pelo Grupo de Estudos da Neuropatia Diabética (GRENEDI) da Sociedade
Portuguesa de Diabetologia (SPD), o estudo “Prevanedia” tem procurado calcular a prevalência da
neuropatia diabética em Portugal.
Trata-se de um estudo que conta com o apoio de inúmeros especialistas de Medicina Geral e
Familiar, os quais têm contribuído para a recolha e análise de dados.
O NEURODIAB 2017 irá pôr em discussão os últimos avanços no tratamento e na investigação da
neuropatia diabética.
Mais frequente a partir da meia idade, a diabetes do tipo 2 está associada ao aumento de peso e a ela
correspondem perto de 85 por cento do universo de diabéticos.
A diabetes do tipo 2 é evitável graças a estilos de vida em que impere o cuidado. A alimentação e a
prática de exercício físico são dois aspectos a ter em conta.
Há, por outro lado, a diabetes do tipo 1, a imunitária, cujos portadores aspiram a poder desfrutar de
tratamento mediante pâncreas artificial, segundo o médico Francisco Carrilho, director do Serviço
de Endocrinologia e Diabetologia do CHUC.

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