Coimbra  23 de Maio de 2019 | Director: Lino Vinhal

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UF de Coimbra dá início às comemorações dos 900 anos de Almedina

15 de Maio 2019

América Braga (Fado ao Centro); Francisco Coelho (INATEL); Cris Anjinho (promotora do evento); Ana Alcoforado (directora do Museu de Machado de Castro); João Francisco Campos (presidente da UF de Coimbra); Carlos Encarnação (presidente da Comissão de Honra das comemorações) e Francisco Paz (em representação da vereadora da Cultura, Carina Gomes)

Um dos bairros mais característicos e emblemáticos da cidade de Coimbra celebra, este ano, o seu 900.º aniversário e a freguesia onde está inserido não quis deixar de celebrar a efeméride, a ter um primeiro momento já este sábado (18).

Embora as comemorações oficiais só tenham início no próximo mês de Outubro (altura em que se assinala o centenário do primeiro documento encontrado que comprova a existência deste território) e até Outubro de 2020, a União de Freguesias de Coimbra quis dar início a estas celebrações, curiosamente, no mesmo momento em que se celebra o Dia e Noite Internacional dos Museus (que vai contar com a abertura gratuita do Museu Nacional de Machado de Castro e a reabertura do Edifício Chiado).

Para tal, juntam-se a esta programação os vários agentes culturais localizados no território de Almedina, apresentando uma série de iniciativas que vão, depois, ser incluídas no programa final dos 900 anos.

Fado, jazz, poesia, arte, animação de rua, estátuas vivas, o primeiro festival de coros de Coimbra da freguesia, palestras, conferências, entre outras actividades, que vão decorrer, no sábado (18), a partir das 17h00, em vários locais de Almedina, como o Museu de Machado de Castro, o Fado ao Centro ou a igreja de São Salvador.

Em destaque na programação estão as “telas andantes”, de Cris Anjinho, cuja ideia é “transferir para uma tela que tem corpo a nossa Torre da Universidade”, pelas ruas da freguesia.

A contribuir para estas celebrações está a arquitecta Isabel Anjinho, que se encontra a desenvolver uma reconstituição da cidade medieval, “uma forma de conhecer os monumentos, o castelo e as ruas da época e que hoje já não existem”, referiu, adiantando que a apresentação do projecto está prevista para Outubro deste ano.

“Este primeiro momento será uma amostra do que vão ser as comemorações”, afirmou João Francisco Campos, presidente da UF de Coimbra, sublinhando que espera “que se comemore e dignifique este território e a cidade de Coimbra”.

Natural de Almedina, Carlos Encarnação, presidente da Comissão de Honra das comemorações, ressalvou que aquele território “foi e é o centro da cidade, considerado como um terreno de eleição”, elogiando depois a iniciativa da UF de “trazer à rua todas as instituições e as suas valência, para que as coisas menos conhecidas passem a ser mais conhecidas e praticadas, e para que se dê a verdadeira importância ao que a freguesia ainda conserva do património cultural nacional”.

O antigo presidente da Câmara de Coimbra relembrou que é em Almedina que está a Sé Velha, o Museu Nacional de Machado de Castro, a Universidade de Coimbra e o seu património, fazendo referência à importância de ligar estas iniciativas às escolas e levar as crianças e os jovens a “viver e a interpretar a história de uma forma directa”.

Francisco Paz, director do departamento de Cultura da Câmara de Coimbra, destacou o “património singular desta freguesia”, louvando a iniciativa da UF em celebrar desta forma os 900 anos de Almedina, que ajuda a “incentivar a curiosidade das pessoas, a levá-las a conhecer o que é nosso e trazê-las para a rua”.