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UC vai ter Conselho Geral heterogéneo

7 de Dezembro 2016

A escolha dos professores e investigadores com assento no órgão incumbido de eleger o(a) reitor(a) da Universidade de Coimbra, efectuada ontem, determinou uma composição heterogénea do Conselho Geral.

Segundo o escrutínio provisório, três listas conquistaram cada qual cinco mandatos e uma obteve três.

O Conselho Geral (CG) da UC é constituído por 35 membros (10 deles cooptados), cabendo 18 mandatos à comunidade de professores e investigadores, cinco à de estudantes e dois ao pessoal não docente.

A vitória coube à lista A, encabeçada por Ernesto Costa (FCTUC), a única que se assumiu contra a eventual transformação da velha Escola em fundação.

A lista I, de Cláudia Cavadas (Farmácia), preconizou um “debate alargado”, a de Luís Simões da Silva (FCTUC) “não tem uma posição ideológica” sobre o assunto e a de António Pais Antunes (igualmente da FCTUC) admitiu não possuir simpatia pela eventual adesão da Universidade conimbricense ao regime fundacional.

Quinze assentos do CG estão repartidos pelas listas A (209 votos), E (188) e U (184), cabendo três à I (128).

As quatro listas fizeram eleger Ernesto Costa, João Maria André (Letras), Carlos Barros Gonçalves (Desporto e Educação Física), Elísio Estanque (Economia), Carlos Robalo Cordeiro (Medicina), quinteto da A; Pais Antunes, Manuel Portela (Letras), Américo Figueiredo (Medicina), Pedro Gonçalves (Direito), Luís Cândido Dias (Economia), quinteto da E; Simões da Silva, Joquim Murta (Medicina), Alexandre Soveral Martins (Direito), Lúcio Cunha (Letras), João José Simões de Sousa (Farmácia), quinteto da U; Cláudia Cavadas, João Ramalho-Santos (FCTUC) e José Mendes Ferreira (FCTUC), trio da I.

Cristina Pinto e António Vilar Queirós representam o pessoal não docente.

Ao insurgir-se contra a criação de uma fundação, durante um debate com representantes das demais candidaturas, Ernesto Costa opinou que as listas “devem ter a ver com um perfil para reitor”, estando a escolha do(a) próximo(a) prevista para o começo de 2019.

Segundo fontes universitárias auscultadas pelo “Campeão”, a eleição de três representantes por parte da lista de Cláudia Cavadas poderá não ser alheia à eventual candidatura a reitor de António Gomes Martins.

Conotado com o PCP, Gomes Martins foi vice-reitor durante o consulado de Fernando Seabra Santos (2003 – 11).

A inclusão de Joaquim Murta na U deixa antever suposta simpatia pela provável candidatura de Duarte Nuno Vieira (director da Faculdade de Medicina) a sucessor do reitor João Gabriel Silva.

A um eventual apoio a Duarte Nuno poderá não ser alheia a lista A.

“Optimista em relação ao futuro da UC”, António Pais Antunes (E) é tido como apoiante da eventual candidatura de João Queiró (ex-secretário de Estado do Ensino Superior) a sucessor de João Gabriel.

O segundo mandato do actual reitor (ex-director da FCTUC) termina dentro de pouco mais de dois anos.