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UC: Morangueiro selvagem combate infecções

18 de Junho 2018

O extracto de fohas de morangueiro silvestre possui potencial para combate a infecções causadas pela bactéria Helicobacter pylori, revela um estudo divulgado, hoje, pela Universidade de Coimbra.
Tal potencial emerge, sobretudo, de uma fracção rica em elagitanina, sendo que a referida bactéria está associada a múltiplas patologias gástricas e a alguns tipos de cancro do estômago.
O estudo, cujos resultados preliminares são divulgados pela Assessoria de Imprensa da UC, foi desenvolvido por uma equipa de investigadores das faculdades de Farmácia (FFUC) e de Medicina (FMUC).
Esta investigação, que teve como objectivo avaliar a actividade anti-H. pylori de diversos extractos de plantas, evidenciou igualmente que o extracto da agrimónia (da família das Rosaceae) é também um bom candidato para a terapêutica da bactéria que se aloja no estômago do ser humano.
Embora muitos dos pacientes não cheguem a desenvolver doenças associadas ao Helicobacter pylori, quando tal acontece os tratamentos disponíveis actualmente são muito agressivos.
Segundo Maria Manuel Donato (FMUC), “torna-se importante investigar o efeito antibacteriano de extractos de plantas como alternativas terapêuticas e/ou complementares do tratamento”.
Nas experiências realizadas em linhas celulares gástricas – em denominados isolados clínicos de Helicobacter pylori – com diferentes perfis de resistência aos antibióticos e de virulência, a equipa conseguiu determinar a concentração adequada de cada extracto para inibir a bactéria.
Os extractos foram fornecidos pela docente e investigadora Teresa Batista, do Laboratório de Farmacognosia da Faculdade de Farmácia da UC.

 

Foto: Karine Paniza

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