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UC: Funcionária acusada de peculato confessa e pede desculpa

11 de Fevereiro 2019

Uma funcionária da Faculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra acusada de peculato confessou, hoje, o cometimento do crime e pediu desculpa à instituição.

Ao expressar “absoluta consciência” de que errou, a arguida, 46 anos de idade, de apelido Ferreira, fez uma confissão integral, espontânea e sem reservas.

Pratica peculato o funcionário que, ilegitimamente, se apropriar, em proveito próprio ou de outra pessoa, de dinheiro ou de qualquer coisa móvel (…), que lhe tenha sido entregue, esteja na sua posse ou lhe seja acessível em razão das suas funções.

Ao abrigo de processo disciplinar, a mulher foi punida com pena de suspensão por oito meses.

A arguida, que aludiu a um “efeito de bola de neve” em termos de acumulação de dívidas numa “fase bastante difícil” da sua vida, apropriou-se de 8 775 euros, tendo restituído mais de 3 000.

O advogado Frederico Cardoso fez notar que a sua constituinte começou a restituir parte do dinheiro antes do início da tramitação do processo disciplinar.

O Ministério Público, entidade titular da acção penal, representado pela magistrada Alexandra Medeiros, assinalou a colaboração da arguida para a descoberta da verdade, atitude que será tomada em consideração por um colectivo de juízes na fase de aplicação da pena.

Assistente técnica da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC) desde Janeiro de 1996, a funcionária trabalhou, até Setembro de 2015, nos Serviços Administrativos e Financeiros.

Segundo a acusação deduzida pelo Ministério Público, desde 2011, pelo menos, tirando partido da falta de fiscalização e traindo a confiança nela depositada, a assistente técnica passou a apropriar-se de montantes pecuniários com que lidava.

No plano cível, a arguida comprometeu-se a indemnizar a FPCEUC.

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