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UC cria Academia Sino-Lusófona para estreitar relações com a China

19 de Outubro 2018

Reforçar os laços entre a Universidade de Coimbra (UC) e a China é o objectivo da Academia Sino-Lusófona, que acaba de ser criada por iniciativa da reitoria da UC.

“Depois de séculos a fazer a ligação entre Ocidente e Oriente, a Universidade de Coimbra reaproxima-se cada vez mais da nova superpotência mundial (a China)”, criando “uma estrutura inovadora no espaço dos países de língua portuguesa”, revela a UC.

A missão desta nova Academia vai ser a de “desenvolver estudos avançados e efectuar acções de formação focadas nas relações entre a China, Portugal e os Países de Língua Portuguesa com foco na área jurídica, numa perspectiva interdisciplinar”, salienta.

Este é, por isso, “mais um passo na reaproximação entre a instituição conimbricense e a República Popular da China (RPC), uma das prioridades estratégicas da UC nos últimos anos”.

A Academia Sino-Lusófona da Universidade de Coimbra (ASL-UC) terá sede no Colégio da Trindade-Casa da Jurisprudência e como director Rui Manuel de Figueiredo Marcos (que ocupa o mesmo cargo na Faculdade de Direito da UC) e como presidente honorário António Pinto Monteiro (professor catedrático dessa mesma faculdade).

“Após um papel de grande relevância num passado distante, quando Coimbra foi um elemento fundamental da comunicação científica e circulação de estudiosos entre a Europa e a China, sucedeu-se um período de algum distanciamento institucional, que se tem vindo a superar através de várias iniciativas de relevo”, explica a instituição conimbricense, salientando que já neste reitorado, “destaca-se a criação do Instituto Confúcio da Universidade de Coimbra (em 2016), o reforço das parcerias com instituições académicas da RPC, o desenvolvimento de canais de divulgação da UC em língua chinesa, a criação de bolsas de estudos dirigidas ao fomento das relações académicas e um número crescente de eventos académicos”.

Esta Academia vem, então, reforçar essa aposta da UC, “estimulando o potencial existente de cooperação académica de alto nível, tendo em conta o crescente interesse existente RPC pelo Direito português e dos países lusófonos e o potencial científico e relacional da UC”.

A acção da ASL vai centrar-se na organização de eventos científicos; na gestão de parcerias com entidades chinesas, promoção da elaboração e da publicação de estudos científicos (em especial em matéria de direito comparado chinês e português); na realização de cursos não conferentes de grau e outras acções de formação em matérias de direito chinês e/ou português, ciência da administração,

ciência política e políticas públicas; bem como na prestação de serviços de consultoria jurídica e no desenvolvimento de actividades de intercâmbio cultural.

“A criação da Academia Sino-Lusófona é um marco importante no desenvolvimento das nossas relações com a República Popular da China, que já estão num nível sem igual num passado recente, fruto do investimento estratégico que temos feito. Esperamos criar à volta da Academia um conjunto de parcerias que marcarão o futuro das relações da UC e de Portugal com a China”, conclui o reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva.

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