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Turismo do Centro saúda Costa por admitir abertura de Monte Real

20 de Setembro 2019

O presidente da Turismo do Centro, Pedro Machado, saudou, hoje, o secretário-geral do PS por ter abordado, durante uma acção de campanha, a possibilidade de abrir a voos civis a Base Aérea de Monte Real.

“Bem-vindo, doutor António Costa, a um debate essencial para o futuro da maior região do país”, disse à agência Lusa o presidente da Entidade Regional, acrescentando que espera que o exemplo do líder socialista, que é também primeiro-ministro, seja seguido por outros líderes políticos nacionais.

Na quinta-feira, em Leiria, António Costa revelou que, como chefe do Governo, “pegou em alguns projectos fundamentais” para o distrito, nomeadamente a electrificação da linha do Oeste e a abertura da Base Aérea de Monte Real ao tráfego civil, antiga aspiração da Turismo do Centro e de autarcas locais.

António Costa revelou que conversou com Raul Castro, então presidente da Câmara de Leiria, e com o chefe de Estado Maior da Força Aérea da altura, sob o destino da Base Aérea, depois do dia em que o papa Francisco aterrou em Monte Real, para celebrar o Centenário das Aparições de Fátima.

“É bom saber que António Costa despertou para um dos assuntos mais importantes para a maior região do país, que agrupa cem municípios”, diz Pedro Machado. O líder da Turismo do Centro lembra que este fim de semana a região recebeu o prémio de melhor região turística do país, nos chamados Óscares do Turismo.

Pedro Machado tem defendido nos últimos anos a adaptação para voos comerciais da Base Aérea de Monte Real, adiantando que teria “vantagens óbvias” para o santuário de Fátima e para a região.

“A abertura de Monte Real à aviação civil é uma janela de oportunidade para a região e para o país, que será possível com um investimento de 30 milhões de euros, infinitamente menor do que outros investimentos”, reafirma o líder da Turismo Centro.

O líder da Turismo do Centro assegura que adaptação de Monte Real a voos comerciais “será rápida e relativamente barata”, citando um estudo da firma alemã de consultoria estratégica Roland Berger, que aponta para um investimento de 25 milhões de euros em seis meses.

Para que uma operação aeroportuária seja sustentável, é preciso um número mínimo de 1,2 milhões de passageiros, segundo os critérios do Instituto Nacional de Aviação Civil.

“Abrir Monte Real à aviação comercial justifica-se e é viável. Assim o poder político o queira”, concluiu Pedro Machado.

 

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