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Turismo do Centro quer ser voz activa na discussão sobre a floresta

27 de Julho 2018

O presidente do Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, defendeu, hoje, que esta entidade deve ter “uma voz activa” na discussão do perfil e da utilização da floresta, porque o turismo está muito dependente da paisagem.

Ao discursar na cerimónia da sua tomada de posse, após ter sido reeleito para o período 2018-2023, Pedro Machado lembrou os incêndios ocorridos em 2017 na região Centro e “as dificuldades e alterações” que trouxeram a este destino turístico.

Na sua opinião, justifica-se “uma participação activa do Turismo do Centro na discussão, por exemplo, do perfil e da utilização da exploração da floresta, dos seus planos de segurança e dos perímetros de segurança” das comunidades.

“Nós temos que ter uma voz activa, porque o turismo não pode ficar dispensado desta discussão”, frisou, lembrando que o sector vive “com a paisagem” e “com os agentes económicos que estão nessa paisagem”.

Presente na cerimónia, realizada em Penalva do Castelo, estava a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, que salientou os bons resultados que o turismo da região Centro tem alcançado. “Significa que o território está, de facto, a reagir, com condições que todos sabemos muitíssimo difíceis, nomeadamente em 2017”, afirmou.

Ana Mendes Godinho referiu que, nos últimos três anos, apareceram 100 novos empreendimentos turísticos e 386 empresas de animação turística (num universo de cerca de 790) na região.

“O Centro, nos últimos dois anos, cresceu um milhão de dormidas, cresceu 600 000 hóspedes e, em termos de alojamento local, cresceu cerca de 150 por cento”, sublinhou.

Na sua opinião, estes resultados devem-se a “um trabalho conjunto, com uma estruturação profunda de produtos, com a articulação das redes, com um grande trabalho entre o Turismo de Portugal e o Turismo do Centro para dar visibilidade aos produtos” da região.

Pedro Machado avançou que os órgãos sociais que hoje tomaram posse vão fazer a revisão do plano de marketing aprovado em 2014. “Estamos em 2018, às portas de 2019, e temos consciência de que é preciso fazer ajustamentos”, afirmou.

Um dos objectivos para os próximos anos é intensificar as parcerias já existentes com as várias redes, nomeadamente das aldeias históricas, das aldeias de xisto e das judiarias.

“Queremos ter, cada vez mais, uma evolução para os grandes desígnios da actualidade, que são os domínios da sustentabilidade, da economia circular, da inovação e da competitividade”, acrescentou.

 

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